Oposição quer Unidade Local de Saúde no Alto Tâmega

A oposição apelou à criação da Unidade Local de Saúde no Alto Tâmega, frisando a queda na qualidade no Hospital de Chaves, após integração no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.
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A Assembleia da República discutiu hoje uma petição pública que reuniu mais de quatro mil assinaturas em defesa da criação de uma Unidade Local de Saúde no Alto Tâmega - que integra os municípios de Chaves, Boticas, Montalegre, Valpaços, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar -, porque, segundo os peticionários, o Hospital de Chaves "vive uma situação preocupante por causa da redução drástica do número de médicos em especialidades fundamentais". Para o PCP, "as restrições orçamentais, a diminuição do pessoal médico no Hospital de Chaves, o apoio às instituições de medicina privada vêm dificultar cada vez mais o direito constitucional à saúde, principalmente nas zonas rurais e do interior".

Por sua vez, o PEV lembrou que "antes [da integração no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD)] o Hospital de Chaves tinha 16 especialidades médicas, três blocos operatórios, prestava excelentes cuidados às populações e tinha uma maternidade de proximidade. Agora tem um quadro cada vez mais reduzido de médicos o que coloca em causa a viabilidade da urgência médica e cirúrgica". Também o PSD recordou que "o Hospital de Chaves perdeu valências e qualidade", apelando a que o Governo "reveja a situação e crie no menor espaço de tempo a unidade local de saúde no Alto Tâmega, porque estas unidades trazem mais valias". O CDS-PP disse que "o Hospital de Chaves está desqualificado e a urgência médico-cirúrgica está hoje em causa", salientando que "a inexistência de diálogo com a população leva a situações que podem criar desigualdades, em que o doente é o mais prejudicado".

Por sua vez o Bloco de Esquerda (BE) apelou ao "investimento no Hospital de Chaves" como "primeira parte da resolução do problema" no Alto Tâmega, dado que "com a integração no CHTMAD, o hospital perdeu tudo: principalmente o serviço de urgência, que apesar de previsto na lei como médico-cirúrgico, mais parece uma para farmácia". O PS defendeu a integração daquele hospital no centro hospitalar para "optimizar a gestão e potencializar as sinergias, para melhorar qualidade do serviço e gestão mais eficiente". Os socialistas admitiram a "carência médica", mas afirmaram que "é um problema generalizado e que vai ser resolvido com as medidas da actual e da anterior legislaturas". No entanto, o PS mostrou-se "sensível" para que uma unidade local de saúde "possa ser potenciadora de aproveitamento de alguns recursos".

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