Ondas gigantes ameaçam Caparica e Esmoriz

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As marés vivas previstas para este fim-de-semana reacendem o receio de novas investidas do mar sobre a Costa de Caparica, em Almada, e em Esmoriz (Ovar). Na costa aveirense, o areal de Esmoriz é o que mais tem recuado, com o mar a destruir as protecções do bairro piscatório. A partir de hoje, o Instituto da Água (Inag) irá acompanhar o evoluir das marés, garantindo estar em condições para actuar em caso de emergência.

Previsões rigorosas são impossíveis com antecedência, mas Orlando Borges, presidente do Inag, diz estar tudo dependente das condições atmosféricas, que tanto podem provocar uma verdadeira tempestade como causar danos mínimos.

Na Costa de Caparica, a derrocada iminente do paredão fronteiro ao Clube de Campismo de Lisboa (CCL) é, neste momento , o principal receio de autarcas e técnicos da Protecção Civil e do Instituto da Água. Na área circundante do CCL foi criado um perímetro de segurança de 50 metros e no parque de campismo já "não se encontra ninguém a pernoitar", assegura Luís Duarte, presidente do CCL.

Desde o início do ano que as autoridades receiam as marés vivas de 18 e 23 deste mês, que pode- rão atingir entre quatro e cinco metros. Segundo explicou ao DN fonte do Instituto de Meteorologia, as próximas marés vivas terão a particu-laridade de coincidirem com o equinócio da Primavera e com a lua nova.

A conjugação desses dois factores provocará uma subida do mar. Dependendo das condições climatéricas, a altura das ondas poderá duplicar, mas essa variação só é previsível com "um ou dois dias de antecedência." As marés vivas são fenómenos que acontecem regularmente e resultam da conjugação de vários factores naturais, como as fases da Lua, ventos e outras condições climatéricas.

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