Office 2016 já está disponível: como comprar e o que muda

A nova suite de produtividade da Microsoft introduz várias novidades e centra-se na colaboração e nas vantagens da "nuvem".
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É a última vez que a Microsoft faz um novo lançamento da sua suite de produtividade, Office, cuja versão anterior foi introduzida em 2012. Tal como passará a acontecer com o Windows, daqui em diante a marca vai fazer melhorias constantes aos produtos, em vez de pôr no mercado novas versões com outros nomes. Este Office 2016, que já está disponível em vários formatos, põe mais uma vez o foco em algo muito caro à Microsoft: colaboração. É também um reforço da estratégia da empresa no seu território, visto que há dezenas de alternativas nas lojas de aplicações.

Primeiro, o utilizador deve escolher a forma como pretende fazer o upgrade. A mais tradicional é fazer uma compra única e instalar no seu computador, mediante o pagamento de 149 euros para a versão Casa e Estudantes, 279 euros Casa e Negócios ou 539 versão profissional. A outra é subscrever o Office 365 por mês - 7 euros na versão Office Pessoal e 10 euros na Office Casa, ou por ano - 69 e 99 euros respetivamente. As vantagens destas versões por subscrição é que podem ser instaladas também em tablets e smartphones, oferecem 1 terabyte de armazenamento na "nuvem" One Drive e 60 minutos por mês de chamadas Skype para fixos e telemóveis. Têm também atualizações constantes (algo que não acontece com a compra única) e suporte técnico sem custos. Pode fazer a comparação no site da Microsoft.

Há ainda uma outra opção, gratuita, mas com limitações. Funciona da mesma forma que o Google Docs, bastando entrar no site office.com com uma conta Microsoft para usar todas as aplicações gratuitamente, desde o Word ao Excel, PowerPoint e OneNote. A desvantagem é que não permite abrir e editar ficheiros armazenados no computador (têm de estar na OneDrive ou Dropbox) e não oferece todas as funcionalidades das versões pagas. Para quem usa tablet, há apps gratuitas para iPad, iPhone e Android.

O que há de novo

Kirk Koenigsbauer, vice-presidente da equipa de aplicações e serviços do Office, diz que o foco está na "colaboração, aplicações que trabalham para si, união perfeita com o Windows 10 e funcionalidades de segurança que as empresas vão adorar."

No campo da colaboração, o Word passa a ter co-autoria em tempo real, permitindo a todos os participantes num documento ver as alterações de cada um de forma imediata. A função Grupos permite criar equipas com uma caixa de email, calendário, "nuvem" e bloco de notas OneNote partilhados. Oferece ainda uma ferramenta de planeamento para as equipas.

Sendo o email uma forte ferramenta de trabalho, o Outlook recebe várias melhorias. Uma é o Correio Secundário (Clutter), que organiza a caixa de correio eletrónico separando as mensagens menos importantes numa pasta separada. Passa também a ser possível enviar anexos armazenados na OneDrive através de um link, não sobrecarregando a caixa.

Para comunicação entre profissionais, a função de chamadas e vídeo-chamadas Lync chama-se agora Skype for Business.

Antes apenas disponíveis online, as ferramentas Tell Me (que permite encontrar a funcionalidade que se procura no Office) e Smart Lookup (que verifica conteúdos do documento na web) passam a estar de raiz na suite.

A Sway é uma das aplicações mais interessantes: permite ao utilizador criar um site de forma fácil e rápida, usando apenas imagens e algum texto, extratos de redes sociais como o Twiter, tabelas, o que se quiser. Está disponível na "nuvem" e não é preciso descarregar nada.

Para quem usar Windows 10, há vantagens. O Windows Hello reconhece o utilizador de forma biométrica, sem password, e o assistente digital por voz Cortana irá ser integrado em breve.

A Microsoft espera que este Office 2016, verdadeiramente colaborativo e móvel, seja o passaporte para manter os 1,2 mil milhões de utilizadores do Office que já tem, numa era em que os aparelhos móveis substituem cada vez mais o desktop.

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