\tEm comunicado, o Museu Nacional da Imprensa (MNI) expressou "o seu profundo pesar pela morte do jornalista Pedro Palma, figura multifacetada do campo jornalístico", tratando-se de um "jornalista inquieto, apaixonado e generoso"..\t"O espólio de humor recebido das mãos de Pedro Palma constitui um valor inestimável para análise das principais figuras e acontecimentos, sobretudo políticos, da cena nacional e internacional de 1979 a 2005. Em dezembro de 2009, o MNI organizou uma exposição com 80 obras de humor gráfico do jornalista agora desaparecido. Oportunamente, será montada uma exposição ampla sobre a obra de Pedro Palma", pode ler-se no mesmo comunicado..\tNascido em Serpa, no Alentejo, em 1959, Pedro Palma publicou o seu primeiro 'cartoon' político no Tempo, em 1980, tendo colaborado com o "Último Jornal" da RTP, com o Diário de Notícias e o Bisnau nos anos que se seguiram..\tEntre 1985 e 1992 foi cartoonista do Expresso, tendo publicado também no Diário de Lisboa, no Açoriano Oriental, n'O Primeiro de Janeiro, na Exame, na Valor, no Jornal de Notícias e no Jornal de Negócios, entre outros..\tAinda de acordo com a biografia existente na sua página pessoal, publicou o seu "derradeiro" álbum - "Direitos do Homem -- Em Cartoons e Caricaturas" -- em 2005, "colocando termo à sua carreira de cartoonista", ao longo da qual venceu vários prémios..\tO espólio que doou ao MNI é constituído por cerca de 1.120 desenhos originais, cartoons e caricaturas..\tO corpo do fotojornalista Pedro Palma foi encontrado na bagageira do seu automóvel, que fora localizado na terça-feira em São Pedro de Penaferrim, Sintra, disse na quarta-feira à agência Lusa fonte policial..\tA Polícia Judiciária (PJ) estará a investigar a morte do fotojornalista e cartoonista, que, segundo a família, estava desaparecido desde a passada quinta-feira..\tA autópsia do corpo estava prevista para hoje no Instituto Nacional de Medicina Legal, em Lisboa..\t