Obama apela a ação mais rápida no combate ao ébola

O Presidente norte-americano, Barack Obama, apelou hoje a uma "ação rápida" perante a epidemia de Ébola para evitar que "centenas de milhares" de pessoas sejam infetadas pelo vírus, que já fez mais de 2.400 mortos na África Ocidental.
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"É uma ameaça potencial para a segurança mundial", advertiu Obama, em Atlanta, apresentando as linhas do plano de ação norte-americano para combater a doença, durante uma visita ao Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC).

"O mundo tem a responsabilidade de fazer mais", insistiu, afirmando que os Estados Unidos estão prontos para assumir um papel de liderança diante de uma epidemia que cresce de forma exponencial.

O Presidente, que evocou uma ação "similar" à resposta norte-americana ao sismo no Haiti em 2010, mencionou a criação de um centro de comando militar na Libéria para apoiar os esforços de toda a região.

Obama anunciou ainda a criação de uma ponte aérea "para enviar equipas médicas e material o mais rápido possível para a África Ocidental", bem como uma base intermediária no Senegal "para ajudar na distribuição da ajuda no terreno mais rapidamente".

Segundo um responsável, este plano irá traduzir-se no envio de cerca de três mil militares norte-americanos para a África Ocidental para participar na construção de novos centros de tratamento, oferecer ajuda logística e assegurar formação para profissionais de saúde.

A maior parte dos esforços norte-americanos serão concentrados na Libéria, um dos três países mais atingidos pelo vírus, além de Serra Leoa e Guiné-Conacri.

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