"É uma ameaça potencial para a segurança mundial", advertiu Obama, em Atlanta, apresentando as linhas do plano de ação norte-americano para combater a doença, durante uma visita ao Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC).."O mundo tem a responsabilidade de fazer mais", insistiu, afirmando que os Estados Unidos estão prontos para assumir um papel de liderança diante de uma epidemia que cresce de forma exponencial..O Presidente, que evocou uma ação "similar" à resposta norte-americana ao sismo no Haiti em 2010, mencionou a criação de um centro de comando militar na Libéria para apoiar os esforços de toda a região..Obama anunciou ainda a criação de uma ponte aérea "para enviar equipas médicas e material o mais rápido possível para a África Ocidental", bem como uma base intermediária no Senegal "para ajudar na distribuição da ajuda no terreno mais rapidamente"..Segundo um responsável, este plano irá traduzir-se no envio de cerca de três mil militares norte-americanos para a África Ocidental para participar na construção de novos centros de tratamento, oferecer ajuda logística e assegurar formação para profissionais de saúde..A maior parte dos esforços norte-americanos serão concentrados na Libéria, um dos três países mais atingidos pelo vírus, além de Serra Leoa e Guiné-Conacri.