O marido, o amante e a filha da angolana morta em Lagos

Georgina estava de férias com o alemão Dorries, mas era casada com outro homem.
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Uma tragédia e uma vida amorosa complexa estão no centro da vida de Georgina Zito, 30 anos, que terá sido assassinada no dia 10, em Lagos, pelo amante alemão Dorries, com quem estava de férias com a filha de ambos, Alexandra, de ano e meio. Uma bebé que também terá sido morta pelo pai, segundo acredita a PJ (ver caixa).

A tragédia foi o triste fim de Georgina, que terá sido afogada intencionalmente por Dorries na praia do Canavial, em Lagos, cidade algarvia onde passavam férias com a bebé Alexandra. Mas Georgina ainda era casada com o angolano M. K. Zito, de 45 anos, com quem ela "deu o nó" em 2002, herdando o apelido dele e com quem ainda "vivia de vez em quando, em Estugarda", apesar de passar fins--de-semana com o amante de Munique.

O alemão está detido desde quinta-feira, na Alemanha, por suspeita de homicídio doloso.

Todos os pormenores desta "história complicada" foram contados ontem ao DN pela primeira mulher de M. K. Zito, a angolana Edyta Zito, residente em Estugarda. "O meu ex-marido amava a Georgina. Desde que se casaram, em 2002, eles tinham uma vida de festas, com fins-de-semana em Berlim, em Paris, em Munique. Terá sido numa dessas festas que ela conheceu o outro homem."

A primeira mulher do angolano diz ter tomado a iniciativa há muitos anos de se separar de Zito por não ter "nada que ver" com o estilo de "vida de festas" que ele levaria.

Edyta só conhecia Georgina pelas fotografias na Internet, mas, como manteve um bom contacto com o ex-marido, este contava-lhe tudo sobre a sua vida.

De súbito, a vida de Georgina muda. "A Georgina contou ao meu ex-marido que tinha engravidado de outro homem há cerca de dois anos. Foi ele quem me contou a situação ao telefone, a chorar. Só repetia que ela tinha engravidado de outro homem, e chorava." Com M. K. Zito, Georgina "nunca poderia ter tido filhos porque ele é infértil", adianta Edyta.

M. K. Zito nunca se divorciou de Georgina. "Ela passava uns dias com o meu ex-marido, outros dias sozinha e uns fins-de-semana com o outro homem, pai da sua filha. Georgina era uma mulher muito bonita e o meu ex-marido amava-a."

A trágica morte de Georgina no Algarve foi conhecida pelo marido "através dos jornais". "Quando os media trouxeram a notícia, ele ligou-me a contar. Eu não a conhecia pessoalmente, mas foi muito triste."

Segundo percebeu Zyta, pela vida que Georgina levava, ela "não era uma pessoa feliz com o outro homem". "Não residia com ele em Munique, só lá estava de vez em quando, passava muito tempo sozinha porque o Zito também está sempre a viajar. Devia-se sentir muito sozinha com a filha."

Georgina Zito nunca trabalhou, pelo menos desde que se casou com M. K. Zito em 2002. "Ela nunca teve uma profissão, ficava em casa", adiantou Zyta. "Não sei em que ano é que ela chegou à Alemanha, mas já cá estava pelo menos há oito anos."

Edyta não conhecia Dorries. Desconhece se o alemão residente em Munique fazia parte do círculo de amigos do seu ex-marido: "O que sei é que Zito ia muitas vezes a Munique em fins-de-semana naquilo que já eram conhecidas como as Munchen Tours."

"Zito tem muitos amigos em Munique, como os tem em Berlim, Frankfurt e outras cidades alemãs e de outros países. Não sei se Georgina conheceu esse homem numa dessas festas, mas é provável." A filha que Georgina terá tido com Dorries foi também aceite pelo angolano M. K. Zito. O empresário angolano, naturalizado alemão, nunca se desligou da mulher da sua vida. O DN tentou ontem ouvir M. K. Zito, mas, até ao fecho da edição, nunca esteve contactável.

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