Define-se como "percurso amoroso através da ópera europeia", mas Be with me now é bastante mais que isso: "uma celebração da arte lírica e do vigor das novas gerações que nela se envolvem, afirmando que a ópera não é de todo uma arte morta e que há muito por fazer, descobrir, mostrar", diz-nos Julien Fisera, responsável pela encenação deste espetáculo estreado no último Festival de Aix-en-Provence, pelo 5.º aniversário do ENOA (Rede Europeia de Academias de Ópera), que a Gulbenkian integra..[youtube:pTLpzE0JRUI].Concretamente, Be with me now é um cadinho de árias de óperas da tradição europeia, mais uma canção de cabaret e duas novas criações (encomendadas para o efeito ao belga Dan Janssens e ao português Vasco Mendonça). O fio condutor - "a moldura", dirá Fisera, é A Flauta Mágica, de Mozart, que é ponto de partida... e de chegada: "o espetáculo abre e fecha com duas árias dessa ópera, que são duas expressões do "encontro" amoroso de Pamina e Tamino", o que remete para um dos fundamentos da proposta: "quisemos glosar os temas do poder da música; da errância, busca e encontro amorosos; e das provas como auto-superação que são dominantes nessa ópera", também para "estabelecer efeitos de eco com o que fazemos a seguir"..Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN