Em comunicado hoje ao mercado, a GNB Vida (antiga BES Vida) informou que na assembleia-geral que decorreu no último dia de maio "foram aprovados, por unanimidade, os relatórios de gestão e contas do exercício de 2016, em base individual e consolidada", nomeadamente que "o resultado líquido do exercício de 2016, no montante negativo de -84.620.157,47Euro (oitenta e quatro milhões, seiscentos e vinte mil, cento e cinquenta e sete euros e quarenta e sete cêntimos) transite para a conta de resultados transitados"..A GNB Vida pertence ao Novo Banco (instituição que resultou da resolução do Banco Espírito Santo - BES) e está em processo de venda, disse em abril o presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho, em conferência de imprensa. .Aliás, já em 2015, no plano de recapitalização apresentado ao Banco de Portugal, o Novo Banco dava a indicação de que queria alienar a antiga empresa de seguros do ramo vida do Banco Espírito Santo (BES), o que ainda não aconteceu..Contudo, agora o processo parece mais avançado e, com vista a preparar a venda, nas contas de 2016 o Novo Banco constituiu já uma provisão de 135 milhões de euros para eventual desvalorização do ativo na sequência dessa alienação.."Não fizemos a 'limpeza' porque queremos vender a seguradora mais depressa", afirmou António Ramalho sobre a provisão, mas admitindo que o objetivo foi permitir que este valor "apareça no preço" de venda..O Novo Banco teve prejuízos consolidados de 788,3 milhões de euros em 2016, o que compara com o resultado consolidado negativo de 929,5 milhões de euros, registado em 2015..Ainda na assembleia-geral de 31 de maio da GNB Vida foi, segundo a informação à CMVM, apreciada e aprovada a administração referente ao ano de 2016, aprovado por unanimidade o orçamento para o ano de 2017 e eleitos os órgãos sociais para o ano de 2017, mantendo-se Paulo Alexandre Ramos Vasconcelos como presidente da seguradora..Quanto ao Revisor Oficial de Contas, é dito que será realizada uma consulta a cinco empresas de auditoria com vista a ser contratada uma para revisão legal das contas. .Na reunião foi, por fim, aprovada a política de remunerações dos membros dos órgãos sociais para 2017. .O Novo Banco está em processo de venda ao fundo de investimento norte-americano Lone Star, após o anúncio do acordo para a alienação feito em 31 de março..Segundo o acordado, o Fundo de Resolução (acionista único do Novo Banco) aliena 75% à Lone Star, mantendo os restantes 25%..Em troca, o grupo norte-americano não paga qualquer preço, tendo acordado realizar injeções de capital no montante total de mil milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros logo no fecho da operação e 250 milhões de euros até 2020..Contudo, o negócio implica ainda um mecanismo para fazer face a perdas do Novo Banco que será assegurado pelo Fundo de Resolução. Durante oito anos, o Fundo de Resolução ficará com a responsabilidade de compensar o Novo Banco por perdas que venham a ser reconhecidas com os chamados ativos 'tóxicos' e alienações de operações não estratégicas, caso ponham em causa os rácios de capital da instituição, até 3,89 mil milhões de euros..A concretização do negócio de venda do Novo Banco ainda está sujeita a três condições, desde logo às autorizações da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, mas também à troca de obrigações seniores do Novo Banco.