Nova fábrica da Nestlé Waters aposta na tecnologia

A fábrica que a Nestlé Waters Direct inaugura hoje à tarde em Ovelhas, Coruche, um investimento de sete milhões de euros, possui uma linha completamente automatizada, gerida unicamente através de software.
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Orlando Tavares, director da unidade que entrou em plena laboração no passado dia 01 de Junho, substituindo a fábrica da Amora, concelho do Seixal, disse à agência Lusa que o investimento realizado em Coruche permitiu modernizar o processo de fabrico e duplicar a capacidade de produção (até 1.300 garrafões/hora).

O braço de um robot retira os garrafões vazios das paletes para estes serem submetidos a uma série de testes (como a detecção de odores e da existência de micro-orifícios), lavados e desinfectados, antes de entrarem numa zona selada onde são novamente cheios de água e capsulados, regressando de novo às paletes através do braço robotizado.

A água existente nos dois enormes depósitos que se encontram dentro da unidade provém de duas captações, a 230 metros de profundidade.

A água foi "um dos principais factores, senão o principal" para a escolha do local onde a unidade foi construída, disse Orlando Tavares à Lusa, sublinhando os "mais de dois anos de estudos, em termos de hidrogeologia".

A escolha do concelho de Coruche, onde a Nestlé Waters adquiriu os quatro hectares de terreno onde se encontra implantada a unidade, teve ainda em conta a localização, "muito próxima das principais auto-estradas que atravessam o país e muito próxima de Lisboa", e a facilidade "do ponto de vista ambiental e dos terrenos disponíveis", afirmou.

Além da produção, a fábrica possui "área suficiente para ser o armazém central para distribuição a nível do território nacional, para os outros 11 pontos de distribuição de menor dimensão espalhados de Norte a Sul do país", adiantou.

Por outro lado, permite ainda o "reacondicionamento, desinfecção e preparação dos coolers" (as máquinas que a Nestlé Waters fornece aos clientes para consumirem o produto), num espaço onde são reparadas uma média de 75 máquinas por dia.

Para já, a unidade trabalha apenas com dois tipos de embalagens, os garrafões de cinco galões (18,9 litros) e os de 11 litros, estes destinados aos coolers de uso doméstico, disse Orlando Tavares.

A fábrica emprega 53 trabalhadores, tendo mantido os quadros da unidade da Amora, que na generalidade aceitaram a mudança, e recrutando localmente, quer pessoas com maior especialização "que vão ganhar experiência com os que vieram", quer indiferenciados.

A fábrica, cujo lançamento da primeira pedra ocorreu há um ano, teve o seu primeiro dia de produção "a sério" no passado dia 25 de Maio, funcionando "em dobrado" com a Amora até ao final desse mês.

A nova fábrica trouxe consigo uma mudança de marca, passando de Selda/Bebagua para Nestlé Selda.

Com uma quota de 60 por cento no segmento de escritórios, a grande aposta é crescer na área de consumo doméstico, onde se iniciou em 2008, acreditando a Nestlé Waters que tem espaço para crescer anualmente 30 a 50 por cento neste segmento, passando dos cinco por cento actuais de facturação para 20 por cento em cinco anos (com 10.000 a 15.000 clientes contra os actuais cerca de 3.000).

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