___ No dia 11 de Fevereiro de 1989, a negra americana Barbara Clementine Harris inscrevia o seu nome na História - era a primeira mulher ordenada bispo em todas as igrejas anglicanas, passando a ser a prelada da diocese de Massachusetts, nos Estados Unidos da América. No ano seguinte, os anglicanos da Nova Zelândia seguiam o exemplo americano e Penelope Jaimeson também se tornava bispa da Diocese de Dunedin. A partir de então, as ordenações sucederam-se, do Canadá (Victoria Matthews é bispa de Toronto em 1993) a Cuba (Nerva Cot Aguilera foi ordenada em 2008) ou à Austrália (Kay Goldsworthy tornou-se bispa assistente da Diocese de Perth em 2008). Apesar de não terem ainda escolhido nenhuma mulher para qualquer bispado, as igrejas anglicanas da Irlanda e do País de Gales desde 1990, a que se juntaria a da Escócia em 2003, permitir também a ordenação de mulheres bispos. Mas no principal ramo da Igreja criada por Henrique VIII, quase 40 anos após a primeira mulher ter sido oficialmente ordenada em Hong Kong - em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, Florence Li Tim Oi foi ordenada na província chinesa de Guandong, mas, após os armistícios, teve de resignar, e só seria padre, ao lado de Joyce Bennett e de Jane Hwang, em 1971 - prossegue a controvérsia entre liberais e conservadores. O que é tanto mais estranho quanto, ao contrário do catolicismo, que aceita em quase todo o mundo a autoridade (e, também, a infalibilidade) do Papa, a figura suprema da Igreja Anglicana de Inglaterra (que estende o seu ministério também à maioria dos anglicanos da Europa continental) é, como manda a tradição, desde 1952, a Rainha Isabel II.