Mujaidine do Povo denunciam conquista

Os Mujaidine do Povo, ferozes oponentes ao regime iraniano, refugiados no Iraque, denunciaram terça-feira à noite a conquista do seu campo de Ashraf pelas forças iraquianas, que fizeram pelo menos 260 feridos, e pediram aos norte-americanos para garantir a segurança.<br /><br /><br />
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Um porta-voz do Conselho nacional da resistência do Irão (CNRI), da qual os Mujaidine do Povo são a organização armada, acusou Bagdad de agir por ordem do regime de Teerão.

"Há uma semelhança extrema, que não é de forma alguma um acaso, entre a violência do regime iraquiano e a repressão no Irão. São duas faces de uma mesma realidade. Todos sabem que o Guia supremo (iraniano, o ayatollah Ali Khamenei) está por trás de tudo isto. Tenta preservar-se e nunca escondeu o seu medo pelos Mujaidine do Povo", afirmou Afchine Alavi, um representante do CNRI instalado em França.

A conquista do campo de Ashraf, situado uma centena de quilómetros a norte de Bagdad e que protege 3.500 pessoas, é "um crime" cometido "a pedido e por favor ao Guia supremo iraniano", prosseguiu.

Violentos confrontos fizeram pelo menos 260 feridos, segundo a polícia, que confirmou igualmente a detenção de 50 pessoas.

Seis ocupantes do campo foram mortos pelas forças iraquianas, afirmou Alavi.

As autoridades iraquianas desmentiram estas mortes.

Os habitantes do campo começaram uma greve da fome para pedir a retirada das forças iraquianas e a sua substituição por forças norte-americanas, "que são aqueles que desarmaram o povo de Ashraf assumindo-se como garante protecção dos seus direitos humanitários", explicou Alavi.

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