Morreu o jornalista cubano-português Miguel Rivero

Miguel Rivero, que trabalhou em vários órgãos de comunicação cubanos, espanhóis e portugueses, faleceu hoje em Lisboa, aos 72 anos, vítima de cancro, anunciou a Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP).
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"Miguel Rivero era uma mente brilhante, que sabia questionar de forma aguda e pertinente os factos do nosso tempo. Lutou até o fim e, para todos nós, ele será para sempre um exemplo de coragem e dedicação", recordou a presidente da AIEP, Marie-Line Darcy, numa nota enviada à agência Lusa.

Miguel Rivero nasceu em Cuba em 1939 e, depois de licenciar-se em Ciências Políticas pela Universidade de Havana, foi chefe de redação do jornal "Juventude Rebelde".

Foi também autor do livro "Inferno e Amanhaecer em Kampuchea" e testemunha de vários dos mais importantes conflitos do século XX, nomeadamente as guerras coloniais, em África, e assistiu à saída das tropas norte-americanas do Vietname.

Nos anos 90, afastado já dos órgãos cubanos, fixou-se em Portugal, onde desempenhou as funções de editor do diário em espanhol da Expo 98, e colaborou com vários jornais e revistas da América Latina e de Espanha.

Dirigiu, ainda, por várias ocasiões, a Associação de Correspondentes da Imprensa Estrangeira em Portugal e trabalhou como jornalista na delegação da agência espanhola Efe em Lisboa, por mais de uma década.

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