Morreu Ian Wilmut, o cientista que liderou a equipa que criou a ovelha Dolly

Ian Wilmut morreu aos 79 anos após uma batalha contra a doença de Parkinson. Cientista ajudou a clonar a ovelha Dolly em 1996.
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O cientista britânico que liderou a equipa que criou a ovelha Dolly -um avanço na clonagem - morreu aos 79 anos, informou esta segunda-feira a sua antiga universidade.

Ian Wilmut, que revelou em 2018 ter sido diagnosticado com a doença de Parkinson, dirigiu a equipa do Instituto Roslin da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que clonou Dolly em 1996.

Esta ovelha foi o primeiro mamífero a ser clonado a partir de uma célula adulta, tendo a descoberta sido notícia em todo o mundo e conduzido a novos avanços na investigação médica e animal.

Peter Mathieson, vice-reitor da Universidade de Edimburgo, saudou Wilmut como "um titã do mundo científico" cujo trabalho de clonagem da Dolly "transformou o pensamento científico da altura".

"Esta descoberta continua a alimentar muitos dos avanços que foram feitos no domínio da medicina regenerativa que vemos hoje", afirmou numa declaração.

Bruce Whitelaw, o atual diretor do Instituto Roslin, comentou que se tratava de uma "triste notícia". "A ciência perdeu um nome conhecido", acrescentou.

Wilmut reformou-se da Universidade de Edimburgo em 2012, no entanto, em 2018, anunciou o apoio a novas investigações sobre a doença de Parkinson, revelando que tinha sido diagnosticado com a doença cerebral progressiva e sem cura, que pode causar movimentos incontroláveis, como tremores.

"Houve uma sensação de clareza. Bem, pelo menos agora sabemos e podemos começar a fazer coisas sobre isso", disse Wilmut à BBC na altura.

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum depois da doença de Alzheimer e afeta mais de 8,5 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

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