Moradias de luxo são o novo alvo dos ladrões

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Vale do Sousa. GNR registou vários casos nas últimas semanas

Depois do carjacking e dos assaltos por esticão e às estações de correios, um novo tipo de criminalidade está a atingir o Vale do Sousa. Agora são os assaltos a moradias de luxo, efectuados durante a noite com os proprietários no seu interior, e os furtos de gasóleo de viaturas estacionadas em os crimes que estão na moda.

Há três semanas aconteceu o primeiro assalto em moradias de luxo. O crime ocorreu em Sobrosa, Paredes, durante a noite e com os proprietários no interior da casa. A família assaltada terá dado conta dos movimentos, mas decidiu manter-se silenciosa com medo de eventuais agressões. Os ladrões acabaram por fugir com um jipe e um BMW 320 que estavam estacionados, com a chave na ignição, no pátio da habitação.

No início desta semana, foi a vez de uma outra moradia de luxo, em Rebordosa, ser assaltada pelo mesmo método.

Os indivíduos chegaram a Paredes num Renault Clio furtado na Maia, entraram na casa e, sem que nenhum dos moradores se apercebesse, furtaram dinheiro, documentos, objectos de valor e dois automóveis Volvo, que estavam na garagem. O Renault Clio ficou à porta.

O comandante do Destacamento da GNR de Penafiel, Adriano Rocha, refere que se está perante um novo tipo de criminalidade, que apresenta contornos bem diferentes dos habituais roubos na região. "O que me surpreende é que os assaltos são muito bem preparados. São indivíduos que estudam muito bem o que vão fazer ou que conhecem muito bem a casa e os hábitos dos donos", refere.

O responsável pela Guarda revela ainda que "as vítimas são seleccionadas cuidadosamente".

Cada vez mais habituais são, igualmente, os furtos de gasóleo em viaturas estacionadas em estaleiros. "Há vários assaltos deste género por semana", declara Adriano Rocha, que confirma que este crime se realiza, preferencialmente, em zonas onde existem muitos estaleiros ou obras nas quais os camiões e outras máquinas ficam guardados. "É um problema antigo e nacional, tal como o roubo de cobre", defende o tenente.

Mas se no passado, os ladrões apenas danificavam a tampa do depósito das viaturas, agora causam elevados prejuízos. "Eles não perdem tempo. Chegam junto dos camiões e furam o depósito com uma picareta para, em seguida, apanhar o gasóleo com um bidão", descreve.|

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