O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, excluiu na segunda-feira, de forma abrupta, o Irão da conferência de paz para a Síria (Genebra II), menos de 24 horas depois de o ter convidado a participar, devido à recusa iraniana de apoiar a constituição de um governo de transição que viabilizasse o fim da guerra no país..Questionado sobre se a ausência do Irão do encontro poderá comprometer os resultados de Genebra II, o ministro Rui Machete considerou que não, mas salientou que "seria desejável que todos os intervenientes diretos ou por trás da cortina pudessem participar, seria porventura mais eficiente". ."Vamos ver. O que é desejável é que se obtenham bons resultados", salientou o ministro, que falava à Lusa durante uma visita oficial que realiza hoje a Marrocos. .Machete referiu que "a surpresa foi o convite [da ONU] ao Irão para participar na reunião, sem se ter comprometido em aceitar a herança de Genebra I", que incluía o afastamento do atual Presidente sírio Bachar al-Assad de um futuro "governo de transição". ."Isso não foi feito e para evitar que o grupo de moderados deixasse de participar na reunião, o convite foi anulado", referiu. .A retirada do convite, que já tinha sido uma surpresa, ocorreu menos de 24 horas depois de ter sido feito, com ideia de salvar as conversações, que começam quarta-feira na cidade suíça de Montreux.