"A Vale chegou, veio para ficar", declarou Aloysio Ferreira Nunes, falando na inauguração do Corredor Logístico Integrado de Nacala (CLN), no distrito de Nacala-A-Velha, província de Nampula, a mais de 2 mil quilómetros da capital moçambicana..Comparando o compromisso da companhia brasileira Vale em Moçambique com o significado da palavra Nacala, que na língua macua falada na província de Nampula, onde se localiza Nacala, significa "vim para ficar", o ministro das Relações Exteriores do Brasil afirmou que a presença do investimento brasileiro demonstra que os dois países podem ir para além de meros laços de fraternidade.."Moçambique é muito importante para o Brasil, a presença do investimento brasileiro em Moçambique demonstra que as nossas relações não são apenas de fraternidade, de povos que têm uma herança comum, que têm um património cultural comum", frisou..Os dois países, prosseguiu, devem apostar na identificação de mais oportunidades de cooperação económica, consolidando relações que têm vindo a ganhar uma maior dimensão nos últimos anos, incluindo no campo político-diplomático..Por seu turno, o diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou que, com a entrada em funcionamento do CLN, a empresa concluiu com sucesso o projeto com maior volume de investimentos fora do Brasil.."Temos prontos 912 quilómetros de ferrovia que ligam a província mineira de Tete ao terminal portuário multiusuário de Nacala-A-Velha, com travessia no Malaui", afirmou Murilo Ferreira..A obra, prosseguiu, permitiu que a empresa aumentasse a capacidade de tráfego, de dois comboios de 20 vagões, cada, por dia, para 22 comboios com 120 vagões por dia, puxados por quatro locomotivas de altíssima tração.."A envergadura tecnológica do projeto também é expressa no ganho de velocidade da via, que foi quadruplicada e, principalmente, na segurança da operação do sistema ferroviário", acrescentou Murilo Ferreira..A Vale projeta exportar a partir do próximo ano 18 milhões de toneladas de carvão por ano, atingindo o máximo da capacidade da nova ferrovia, contra 13 milhões de toneladas este ano e seis milhões em 2016, ano em que o CLN entrou em operação..Para poder exportar em pleno o carvão que produz em Moatize, província de Tete, centro de Moçambique, a Vale associou-se à japonesa Mitsui e à empresa pública moçambicana CFM, num investimento de 4,5 mil milhões de dólares..A cerimónia de inauguração do CLN paralisou hoje a vila do distrito de Nacala-A-Velha, juntando, além do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Ferreira Nunes, governantes moçambicanos, deputados, empresários e representantes da comunidade local.