Milhares no funeral de jovem morto em Lloret de Mar
Com forte emoção e após uma cerimónia religiosa na Basílica, o percurso a pé pela rua Dr. António Francisco Colaço, cortada propositadamente ao trânsito, até ao cemitério juntou milhares de pessoas da terra, atrás de uma viatura funerária, que transportava a urna.
Com muitos jovens de Castro Verde presentes, o funeral do estudante decorreu num ambiente de pesar e de silêncio, tendo muitos estabelecimentos comerciais fechado as portas durante a manhã de hoje.
O corpo do jovem chegou sexta-feira ao aeroporto de Lisboa, num voo proveniente de Barcelona, tendo ficado em câmara ardente na Basílica Real de Castro Verde, a sua terra natal.
O cadáver chegou a Portugal com uma certidão de óbito, que apenas confirma a identidade do rapaz e o dia da morte, segundo fonte consular portuguesa.
Os resultados da autópsia e da investigação policial ainda estão em segredo de justiça, acrescentou a fonte.
Os médicos forenses concluíram na terça-feira, ao final da tarde, a autópsia ao corpo do jovem, que morreu na tarde de domingo após ter caído da janela do quinto andar do empreendimento hoteleiro em que estava alojado em Lloret de Mar.
O jovem estava em viagem de finalistas do 12.º ano da Escola Secundária de Castro Verde, com outros 21 colegas, que regressaram a Portugal na segunda-feira à noite, em dois voos provenientes de Barcelona.
Psicólogas realizaram na quarta-feira, em Castro Verde, duas reuniões, uma com os alunos e outra com os pais, e deverão realizar outros encontros na próxima semana para o "acompanhamento psicológico" dos 21 colegas da vítima.
Na segunda-feira, fonte policial tinha explicado à Lusa que as duas hipóteses avaliadas pelos investigadores como causas da morte do jovem apontavam para uma queda acidental ou suicídio.
Os investigadores "descartam a hipótese de uma morte violenta, de origem criminosa" ou que se tenha tratado de um caso de "balconing", prática de jovens que se atiram das janelas e varandas dos hotéis para as piscinas.

