O Metropolitano de Lisboa vai recorrer pela primeira vez a uma parceria público-privada para o financiamento da construção da Linha das Colinas, empreendimento que constitui o corolário de uma existência de 45 anos, que se completam a 29 de Dezembro. O projecto foi ontem apresentado em cerimónia que contou com a presença do ministro das Obras Públicas e Transportes, António Mexia.. Com uma extensão de 8,5 quilómetros e 16 estações, a obra, cuja abertura do concurso público está prevista para o último trimestre de 2005, vai servir parte da zona histórica da cidade. Com estações terminais em Campo de Ourique e Santa Apolónia, a nova linha terá paragens na Estrela, São Bento, Academia das Ciências, Príncipe Real, Avenida, Campo Mártires da Pátria, Gomes Freire, Estefânia, Arroios, Paiva Couceiro, Penha de França, Sapadores, Graça, Cerca Moura e Santa Apolónia..Dado tratar-se de uma intervenção com restrições físicas devido à sua inserção no casco histórico de Lisboa, a Linha das Colinas terá características especiais. Por exemplo, o seu traçado aconselha a adopção de um sistema mais ligeiro. Segundo José Manuel Viegas, professor no Instituto Superior Técnico e responsável pelo estudo que suporta este projecto, a solução técnica será semelhante à do Meteor de Paris. Trata--se de um metro, automático (sem maquinista) que anda sobre pneus, é capaz de percorrer declives fortes (superiores a 8%) e curvas horizontais relativamente apertadas. Para a execução desta obra, com conclusão prevista para 2010 e um investimento de 350 milhões de euros, será necessário construir algumas estações a maior profundidade como a do Príncipe Real, a 46 metros. Inserida numa zona carenciada em estacionamento e onde o acesso em transporte individual é insuficiente e sem capa-cidade, a Linha das Colinas servi-rá, segundo o presidente do Me-tropolitano, Mineiro Aires, para «contrariar a tendência de desertificação ali registada». Por seu lado, o ministro dos Transportes, António Mexia, disse que a Linha das Colinas «contribui para a recuperação e renovação urbana que se pretende para estes bairros de Lisboa». .O plano de expansão da rede do metro prevê, até 2010, a construção de mais 32 estações e implica um esforço de investimento de 1,4 mil milhões de euros, entre obras em curso e obras a lançar (ver gráfico). Em curso troço Baixa-Chiado/ /Santa Apolónia (Linha Azul) e Alameda/S. Sebastião (Linha Vermelha). Em projecto: troço S. Sebastião/Campolide (Vermelha); Oriente/Aeroporto (Vermelha). Em estudo: Campolide/Campo de Ourique (Vermelha); Aeropor-to/Lumiar (Vermelha) e Rato/ /Alcântara (Amarela).