Metlife negoceia acordo com banco

Continuar o percurso da Alico é o objectivo da nova Metlife, que aposta em nichos inovadores de produtos.
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O mercado segurador português conta com uma nova empresa desde Fevereiro, a Metlife. Trata-se de uma mudança de identidade da anterior Alico, comprada pela Metlife, um negócio a nível mundial que implicou o rebranding em Portugal. Mas os objectivos de actuação no mercado português continuam a ser os mesmos, ou seja, crescer em nichos da actividade seguradora, oferecendo produtos inovadores, como revelou em entrevista ao DN o seu director-geral, Oscar Herencia.

Para tal, a seguradora quer expandir a sua rede de distribuição - assente em 17 agências e 250 agentes exclusivos - e está a negociar com um banco e uma rede de distribuição que trabalha em Portugal e Espanha. "Esta é a maneira que temos de crescer, além do nosso crescimento orgânico", explicou o director-geral da Metlife. Perante a forte concorrência do mercado e o facto de quase todos os bancos terem uma seguradora, Oscar Herencia considera que existem muitas áreas a desenvolver. "Podemos fazer produtos de marca branca para um banco e assumirmos parte do risco", adiantou este responsável.

Para este primeiro ano de mudança de imagem, a seguradora tem como objectivo crescer 10%, ou seja, chegar aos 13,8 milhões de euros de resultados antes de impostos, contra 12,6 milhões no ano passado. "Se alcançarmos este objectivo, significa que entre 2009 e 2011 multiplicámos a empresa por dois, tendo pelo meio a crise financeira que assolou todo o mundo", adianta.

Actualmente, a Metlife é líder no mercado português em termos de seguros de acidentes pessoais, com uma quota de 13,4%. No global do ramo Vida, a seguradora tem uma quota de mercado de 4,47%, ocupando o sexto lugar no ranking.

"O mercado segurador português é muito maduro e os concorrentes são muito bons", classifica Oscar Herencia.

A Metlife, uma das maiores a nível mundial com presença em 64 países, com mais de 80 milhões de clientes, não concorre apenas directamente com as outras grandes mundiais presentes em Portugal, como uma Liberty, uma Generali ou uma Axa, mas igualmente com qualquer outra companhia portuguesa. "Isso obriga-nos a ser cada dia melhor", diz o seu responsável. E acrescenta: "Gostava de ter a agressividade comercial de uma Tranquilidade."

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