A Meo, marca da Portugal Telecom, regista um índice médio de satisfação do cliente de 7,15 (numa escala de 01 a 10) no serviço de televisão por subscrição, "apresentando um distanciamento estatisticamente significativo às restantes marcas estudadas [Zon e outras]", refere o Relatório ECSI Portugal 2008 - Índice Nacional de Satisfação do Cliente..Também no serviço de internet a Meo/Sapo detém o primeiro lugar, com 6,91 de índice médio de satisfação, seguido do conjunto dos operadores de internet móvel..No serviço de telecomunicações móveis é a Vodafone que se destaca, com um índice de 7,79 e "com diferenças significativas à TMN e à Optimus, que apresentam valores médios praticamente iguais" [7,32 e 7,31 respectivamente]..No serviço de telecomunicações fixas é o grupo "outras marcas" que regista os índices de satisfação mais elevados, seguido da PT/Meo e pela Zon..Este estudo, desenvolvido pelo Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação da Universidade Nova de Lisboa (ISEGI-UNL) em parceria com a Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ) e com o Instituto Português da Qualidade (IPQ), apresenta os resultados da avaliação da percepção dos consumidores no sector das comunicações - serviços da rede fixa e móvel, de acesso à Internet, de distribuição de televisão por subscrição e do serviço postal..O subsector da rede móvel é o que apresenta os valores médios de índice de satisfação de clientes mais altos, "distanciando-se de forma bastante expressiva da rede fixa e das comunicações postais, com valores médios idênticos".."O último lugar é registado pela televisão por subscrição, que regista uma diferença estatisticamente não significativa à Internet, que ocupa a quarta posição", refere o estudo..JRS..Lusa.Coimbra.Autarca diz que há interessados na fábrica da Marcopolo.O presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, apelou hoje à administração da Marcopolo para que venda a unidade de carroçarias para autocarros "se não a consegue aguentar" e garantiu haver interessados na fábrica de Coimbra.."Compreendo tudo, mas não compreendo que se crie a teoria do caos para vender melhor as empresas", disse Carlos Encarnação, em declarações à agência Lusa..A administração da empresa de carroçarias para autocarros Marcopolo - Coimbra, cuja empresa mãe se localiza no Brasil, comunicou segunda-feira aos sindicatos a suspensão da laboração a partir de hoje, e a caducidade dos contratos de trabalho dos 180 operários a 15 de Setembro.."Se são aguenta a empresa, aliene-a a quem a queira, uma vez que há interessados", sustentou Carlos Encarnação, frisando que ele próprio recebeu no seu gabinete um empresário belga interessado em adquirir a unidade.."Há soluções para a empresa, e pessoas interessadas nela", acrescentou o presidente da Câmara Municipal, que disse ainda esperar que a Marcopolo não saia de Coimbra. .António Moreira, coordenador da União dos Sindicatos de Coimbra (USC), adiantou à agência Lusa que na justificação do fecho a administração alegou que "não é uma questão económica ou financeira, mas apenas de mercado"..Também o Governador Civil, Henrique Fernandes, já afirmou publicamente que "tudo fará para ajudar na procura de alternativas que mantenham ou recriem postos de trabalho"..Henrique Fernandes disse também já ter agendado contactos com a administração da empresa, com o Governo e "com outros actores" e afirmou confiar que "a responsabilidade e reputação internacional da Marcopolo ajudarão a encontrar soluções a contento das partes envolvidas". .A USC, que convocou um plenário de trabalhadores para a próxima quarta-feira, considera que "não será sensato, meramente por uma questão de lucro, encerrar uma empresa e pagar 2,5 a 3 milhões de euros de indemnizações"..A administração da Marcopolo assegurou aos sindicatos que irá cumprir o dever legal de indemnizar os cerca de 180 trabalhadores pela extinção dos seus postos de trabalho..FF..Lusa