Melo Gomes vai liderar a Armada

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O Governo vai propor ao Presidente da República o nome do vice-almirante Fernando Melo Gomes para chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).

A decisão deverá ser aprovada no Conselho de Ministros da próxima semana, altura em que terminam os três anos de mandato do almirante Vidal Abreu, que entrou em ruptura com o Executivo, aproveitando mesmo uma recente cerimónia pública para se expressar.

Segundo comandante do comando-conjunto de Lisboa da NATO (Oeiras) desde Abril de 2004, Melo Gomes terá, ao que o DN apurou, recebido já o parecer positivo do conselho do almirantado, em resposta à solicitação feita pelo Governo, através do chefe do Estado- -Maior General das Forças Armadas, almirante Mendes Cabeçadas.

Apesar deste parecer, fontes militares consultadas pelo DN admitiam ontem à noite a forte probabilidade do Governo e do ministro da Defesa poderem vir a ser confrontados com algumas reacções de desagrado por parte de alguns almirantes que não terão gostado da escolha de Luís Amado.

Quanto mais não seja porque o Governo escolheu para CEMA um dos mais recentes vice-almirantes da marinha portuguesa. Prova disso é que a promoção de Melo Gomes só foi confirmada no Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), que se efectuou no dia 4.

Nesse dia, conforme foi tornado público pela Presidência da República, o CSDN promoveu quatro contra-almirantes Augusto Brito, Telles Palhinha, Vargas de Matos e Melo Gomes. Só que no caso deste último nome, o conselho limitou-se a confirmar uma situação que já existia há um ano e meio, quando Melo Gomes foi graduado em vice-almirante para poder desempenhar funções na NATO.

Ao escolher Melo Gomes, o ministro da Defesa, que se encontra nos EUA, onde ontem se avistou com o seu homólogo norte-americano, parece ter optado também por ignorar uma certa tradição da Marinha, afastando do cargo de CEMA alguns almirantes mais antigos. Os mesmo que agora poderão sentir-se tentados a bater com a porta.

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