Marrocos recusa "via africana" para conflito do Saara Ocidental

O governo de Marrocos recusou hoje o recurso a uma via africana para resolver o conflito no Saara Ocidental, insistindo que o único processo de resolução do problema é o conduzido pelas Nações Unidas desde 1991.
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"Não há um processo africano paralelo", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, Nasser Bourita, numa conferência de imprensa.

Bourita falava após ser conhecida a decisão dos líderes africanos de criar uma comissão no âmbito da União Africana (UA) que proponha um plano para solucionar a questão saaraui.

O chefe da diplomacia marroquina defendeu que o papel da UA deve ser apoiar o processo da ONU, como fazem a Liga Árabe ou a União Europeia.

"A solução está em Nova Iorque e não em Adis Abeba (sede da UA)", insistiu Bourita.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chefiou a delegação de Marrocos à 31.ª cimeira da UA, que decorreu no domingo e hoje na capital da Mauritânia.

Marrocos regressou o ano passado à União Africana após 24 anos de ausência devido à questão do Saara Ocidental, mais precisamente ao facto da organização pan-africana admitir como membro a República Árabe Saarauí Democrática (RASD), que Rabat não reconhece.

A RASD foi proclamada pelo movimento Frente Polisário, que reivindica a autonomia do território do Saara Ocidental e a autodeterminação do povo saarauí. Marrocos considera aquela ex-colónia espanhola como parte do seu reino.

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