A Marinha britânica abriu uma investigação depois de uma das primeiras mulheres a juntar-se à tripulação de um submarino ter denunciado ser vítima de assédio e abuso sexual..O chefe da Marinha, almirante Ben Key, disse no Twitter que "o assédio sexual não tem lugar na Marinha Real e não será tolerado", descrevendo os eventos relatados como "detestáveis", razão pela qual indica que ordenou a abertura de uma investigação..Twittertwitter1586049676217827330."Quem for considerado culpado deve responder pelas suas ações, qualquer que seja sua posição ou estatuto", disse..O Daily Mail publicou na sua edição de sábado o depoimento de Sophie Brook, uma das primeiras mulheres a integrar a tripulação de um submarino, após uma lei de 2011 que deixou de reservar esse destino apenas para homens..Brook denunciou comportamentos machistas, "assédio sexual constante" e o facto de que as mulheres que ousam denunciar essas situações serem marginalizadas ou impedidas de participar nos treinos..Sophie Brook admitiu ainda ter encontrado um dos seus colegas na sua cama e que um superior a beijou enquanto dormia..Estas situações levaram a atos de automutilação pelos quais a vítima teve que receber nove pontos e, apesar da ordem contrária do médico, foi enviada de volta para junto do seu grupo para ficar de guarda..De acordo com números publicados em 2019, as mulheres representam apenas 1% do pessoal submarino da Marinha Britânica.