Mais potência para os Alfa Giulia e Stelvio Quadrifoglio

Em ano de centenário, a Alfa Romeo continua a fazer da aura desportiva um argumento distintivo, com os renovados Giulia e Stelvio Quadrifoglio a beneficiarem de mais potência e retoques técnicos para se tornarem mais cativantes. Com um aliciante suplementar: ficaram mais baratos...
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A cumprir o seu centenário em 2023, a Alfa Romeo mantém viva a sua ambição de ser uma marca cativante pela aura desportiva. Desta forma, procedeu a alguns retoques de circunstância para os Giulia e Stelvio Quadrifoglio, dois modelos que partilham o mesmo "coração", o motor V6 de 2.9 litros de 520 CV. Se é um facto que o futuro passará, cada vez mais, por modelos eletrificados e por uma diversificação da gama, incluindo um novo SUV compacto para o segmento B, os responsáveis da Alfa adiantam que o legado Quadrifoglio é para manter como expoente máximo de desportividade.

Mas, no caso dos Quadrifoglio em questão, o "cuore" é (ainda) a gasolina: trata-se de um motor V6 biturbo de 2.9 litros com 520 CV de potência e 600 Nm de binário para as respetivas versões do Giulia e Stelvio, ou seja, 10 CV mais potentes. A caixa de velocidades continua a ser de dupla embraiagem com oito velocidades e patilhas fixas de grandes dimensões atrás do volante para controlo manual das mudanças. Registam-se alterações na suspensão, tanto à frente (triângulo duplo com eixo de direção semivirtual), como atrás (Multilink com quatro braços e meio) para garantir eficácia e conforto. O recurso aos materiais mais leves permite manter o peso sob controlo: são disso exemplo o alumínio usado na construção do motor e a fibra de carbono presente no veio de transmissão, capot, spoiler e saias.

Depois, no meio de tanta similitude, uma grande diferença: o Giulia Quadrifoglio apenas tem tração traseira, sendo por isso mais exigente na entrega da potência, enquanto o Stelvio Quadrifoglio recorre à tração integral que lhe dá uma maior capacidade motriz em diferentes circunstâncias.

Além dessa particularidade, a outra diferença entre ambos é a carroçaria. O Giulia Quadrifoglio, sendo uma berlina, tem um centro de gravidade ligeiramente mais baixo e encarna melhor o conceito de condução exigente e entusiasmante, sobretudo quando escolhido o modo de condução "Dynamic", que liberta os 520 CV, mas com a "rede de segurança" que são algumas assistências à condução. Há outro modo ainda que torna a condução mais arrojada - o "Race", que como o próprio nome indica é mais indicado para circuito.

Nos dois modos de condução mais desportivos, a suspensão endurece, a direção ganha peso e o acelerador torna-se mais sensível a qualquer pressão exercida, com a subida de regime do motor até ao "redline" a fazer-se acompanhar de nota acústica muito peculiar, ecoando pelas estradas sinuosas de montanha "emparedadas" pelo arvoredo. O comportamento em curva é entusiasmante, mas a típica "ousadia" de um tração traseira recorda que estes são modelos exigentes com os quais é fácil "namorar" os limites, mas também ultrapassá-los num "passo" descuidado.

A travagem, graças a discos em carbocerâmica, é mordaz e capaz de parar este "míssil" italiano de forma eficaz. Se o Giulia Quadrifoglio é um deleite de conduzir, o Stelvio Quadrifoglio não lhe fica atrás. As prestações são praticamente idênticas, mas se a maior altura se faz sentir ligeiramente, a tração integral e o chassis rígido contribuem para agilidade, precisão e eficácia que autorizam a desafiar as leis da física. Tal como no Giulia, a travagem impressiona, o mesmo se aplicando à pujança do motor V6 de 520 CV.

Uma vez parados, há tempo para olhar para a estética de ambos, com destaque para a introdução dos faróis LED Matrix de estilo "3+3", com tecnologia que permite adaptar o feixe de luz para não encadear os outros condutores. O Giulia recebe jantes de liga leve de 19", ao passo que o Stelvio passa a contar com jantes de 21″, em ambos os casos deixando ver as pinças de travão vermelhas. O sistema de escape Akrapovic é opcional que fomenta o lado emotivo da condução pela nota auditiva.

A sensação desportiva sai reforçada pelo interior, através da combinação opcional de couro preto e Alcantara e do acabamento em fibra de carbono genuína para o painel de instrumentos, túnel central e painéis das portas.
O painel de instrumentos passa a ser digital com ecrã TFT de 12.3″, com diferentes vistas possíveis, mas com o protagonismo a recair no modo exclusivo "Race", que mostra apenas o essencial para não distrair o condutor.

A lista de equipamento robusteceu-se, incluindo agora itens como o sistema áudio da Harman Kardon ou a iluminação LED Matrix, entre outros, com a Alfa Romeo a conseguir a "proeza" de reduzir o preço de ambos em cerca de cinco mil euros. Assim, o Giulia Quadrifoglio começa nos 118.450€ e o Stelvio Quadrifoglio nos 140.150€.

Dois bons exemplos de que marca de Arese tem "mesmo" um legado a defender no que toca à condução desportiva.

pjunceiro@globalmediagroup.pt

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