O número representa uma subida homóloga de 116%, no volume de comboios que completaram o trajeto entre China e Europa, detalhou o órgão encarregue da planificação económica do país asiático..Yan Pengcheng, porta-voz da CNRD, disse ainda que houve um aumento no valor das mercadorias transportadas e no número de comboios que regressou da Europa.."Estas rotas não só promovem o comércio entre os países por onde passam, mas também fomentam a abertura económica dos respetivos países", afirmou Yan, em declarações à imprensa chinesa..A China conta já com um total de 61 rotas, que têm origem em 38 cidades diferentes do país, com origem a 36 cidades europeias, distribuídas por 13 países..Em 2017, o país asiático incorporou 23 novas cidades e cinco novos países a estas ligações ferroviárias, parte do gigante plano de infraestruturas "Nova Rota da Seda", um gigantesco projeto de infraestruturas inspirado nas antigas vias comerciais entre Ásia e Europa..Lançada em 2013 pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a "Nova Rota da Seda" inclui uma malha ferroviária intercontinental, novos portos, aeroportos, centrais elétricas e zonas de comércio livre, visando ressuscitar vias comercias que remontam ao Império romano, e então percorridas por caravanas..Um dos principais objetivos é criar uma ligação ferroviária de alta velocidade entre Pequim e Londres, que demoraria 48 horas a percorrer..Yan referiu ainda que houve uma melhoria na eficiência, com algumas vias a serem percorridas agora a 120 quilómetros por hora.."No início, eram preciso mais de 20 dias para chegar [à Europa], mas agora bastam entre 12 e 14", disse..Segundo o porta-voz, o custo de operação daquelas rotas caiu 40%, desde que entraram em funcionamento..Os bens transportados, que antes eram sobretudo computadores ou telemóveis, passaram também a incluir roupa, calçado, automóveis, partes de automóveis, cereais ou vinho..As autoridades chinesas preveem que mais de 4.000 comboios vão percorrer este ano as ligações entre a China e Europa. .A ligação ferroviária mais longa e já em funcionamento vai desde Yiwu, um 'hub' comercial na costa leste da China, até Madrid, e atravessa o Cazaquistão, Rússia, Bielorrússia e Polónia, entrando na Europa central através da Alemanha..Lisboa tem insistido na inclusão de uma rota atlântica no projeto chinês, o que permitiria a Sines conectar as rotas do Extremo Oriente ao Oceano Atlântico, beneficiando do alargamento do canal do Panamá.