Madrasta pede a pais que não deixem filhos na escola

A madrasta do menino de dez anos que morreu na tarde de ontem com gripe A esteve, esta manhã, à porta da escola e fez um apelo desesperado aos pais para não deixarem as crianças nas aulas.<br />
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Dora Aragão, madrasta de Adriano, a primeira criança a morrer infectada com o vírus H1N1 em Portugal, esteve na escola Paula Vicente, no Restelo, onde Adriano estudava, e tentou demover os pais das crianças de deixarem os filhos na escola enquanto não se verificasse uma intervenção das autoridades.

Visivelmente desesperada, Dora disse que os médicos lhes garantiram que o vírus está activo na escola e contou que os familiares mais próximos da criança tiveram de regressar ao hospital para serem vacinados.

Uma equipa de reportagem da SIC na escola falou com o director da Escola E.B. 2+3 Paula Vicente, Carlos Cerqueira, que deu conta de que "a escola vai permanecer aberta".

"De acordo com o plano de contingência e as indicações dos centros de saúde, a escola tem condições para continuar aberta", disse o director aos jornalistas, depois de uma reunião com a Delegada de Saúde. Questionado sobre o apelo de Dora Aragão, Carlos Cerqueira disse que "é natural que a tensão aconteça" e descartou a hipótese de ser perigoso para as crianças ir à escola.

O DN apurou que na turma de Adriano há suspeitas de mais um caso de gripe A (ver a notícia relacionada), num rapaz que foi assistido com sintomas no hospital de São Francisco Xavier, que os pais da criança que morreu ontem pretendem processar por negligência.