A carreira de Manny Pacquiao inspira milhões em todo o mundo, mas não se limita a mudar perspetivas de vida: também as salva. Assim o revelou Freddie Roach, treinador do pugilista filipino e portador da doença de Parkinson há mais de 20 anos. Para ele, o "combate do século" que irá opor o seu pupilo ao invicto norte-americano Floyd Mayweather, a 2 de maio, foi a motivação necessária para continuar a contrariar os pensamentos suicidas que por vezes o assolam.."Quando estou a sentir-me mal, vou para o ginásio e passa. Com Parkinson, às vezes acordo e penso: "Mas porque é que esta m... me aconteceu a mim?" Mas faz parte da vida. Alguns dos medicamentos deprimem-me e, logo de manhã, penso em coisas más, mas depois vou para o ginásio e tudo passa", revelou, em entrevista ao jornal inglês The Telegraph, admitindo que o suicídio lhe passou pela cabeça. "Disse ao meu novo neurologista que às vezes penso em matar-me. Ele pergunta porquê, eu digo que é muito difícil lidar com esta m... Mas depois também penso nisso, na ideia de me magoar, e não sou assim tão corajoso para me matar", contou..Natural de Dedham, Massachusetts, Roach chegou a perfilar-se como um pugilista de grande sucesso. Iniciou a carreira profissional em 1978 e, no espaço de quatro anos, já apresentava um respeitável saldo de 26 vitórias e uma derrota. Tudo isto tendo como mentor Eddie Futch, histórico treinador de Joe Frazier, Ken Norton, Trevor Berbick e Larry Holmes, quatro dos cinco pugilistas que derrotaram o lendário Muhammad Ali..Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN.