O presidente da administração da empresa, Nicolau Santos, explicou que o aumento de produção visa servir os vários mercados em que a Lusa está presente, incluindo a China e Macau, que celebram em 2019 os 40 anos das relações diplomáticas entre Pequim e Lisboa e os 20 anos da transferência de administração do território..Na sexta-feira, a Lusa disponibiliza um site temático, com conteúdos bilingues (português e chinês) sobre a China e Macau, com todos as notícias abertas ao público de atualidade e evocativas dos 40 anos das relações diplomáticas entre Lisboa e Pequim, dos 20 anos da transferência da administração de Macau e dos 70 anos da fundação da República Popular da China. .Em abril, a Lusa vai realizar em Lisboa uma conferência sobre as relações entre os dois países, seguindo-se uma outra em Macau, no segundo semestre. ."Queremos aumentar a produção para os países africanos de língua portuguesa, porque entendemos que a nossa mais-valia enquanto agência internacional de informação - e o que nos distingue verdadeiramente da France-Presse, da Bloomberg ou de uma Reuters - é a nossa capacidade de dar informação sobre os países de língua portuguesa", afirmou Nicolau Santos..As outras agências, por maiores que sejam, não têm "essa mais-valia", sublinhou..Uma mais-valia que assume ainda maior importância num contexto em que o Governo da República Popular da China definiu a região de Macau, onde a Lusa está há décadas, como uma plataforma para a ligação aos países africanos de língua oficial portuguesa..Nesse sentido, "pensamos que, ao aumentar a nossa produção nesses países e ao disponibilizá-la a entidades públicas ou privadas em Macau, interessadas nessa informação, contribuirá para um reforço da ligação de Macau com esses países, mas também com Portugal", explicou. .Trata-se de "uma estratégia de afirmação e de maior notoriedade da Agência Lusa em Macau", acrescentou, dizendo que 2019 é um ano estratégico para avançar com estes projetos. ."2019 é um ano muito importante nas relações entre Portugal e a China", e a Lusa, "única agência de notícias estrangeira no território de Macau, não podia ficar alheada desses acontecimentos", referiu Nicolau Santos. .Há alguns meses, responsáveis da Lusa fizeram uma visita a Macau, contactaram uma série de entidades, públicas e privadas, no território..O objetivo da deslocação foi, segundo Nicolau Santos, "dar a conhecer o que é a Agência Lusa, mas sobretudo dar a conhecer a sua estratégia"..Em paralelo, Nicolau Santos adiantou que a Lusa tem um pedido feito para disponibilizar informação noticiosa para alunos às 37 universidades chinesas que ensinam português. ."Nós gostaríamos muito de poder começar a disponibilizar parte do nosso serviço a essas universidades, para que os alunos comecem a contactar com o português de Portugal, através dos textos da Lusa. Esse é um objetivo e estamos a trabalhar nisso", afirmou. .Esta é também uma estratégia que resulta do contrato-programa que a Lusa tem com o Estado Português, que inclui a defesa da língua.."Não sendo uma empresa pública, [a Lusa] é, como se sabe, uma empresa em que a maioria do capital é do Estado, recebe uma indemnização compensatória paga pelo Estado e, portanto, nós temos que cumprir esses objetivos. A renovação do contrato-programa depende de cumprirmos os objetivos inscritos nesse acordo", sublinhou.."Pretendemos defender o português nesses países, não só nos africanos como também no território de Macau e na China, portanto tentaremos contribuir, com estes acordos que estamos a fazer com entidades públicas ou privadas, para divulgar tudo o que sejam notícias fotos, áudios, vídeos e textos em português junto dessas comunidades", afirmou, salientando que o Instituto Politécnico de Macau é um dos parceiros. .Nicolau Santos diz que todas estas iniciativas não representam grandes investimentos para a empresa, mas espera delas um retorno elevado, graças a novos contratos no território.