LULA É 'VÁ LÁ, DE ESQUERDA'

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O Brasil exulta. "Brasil vira investimento seguro", diz a manchete da Folha de S. Paulo. "Brasil se torna país mais seguro para investimento", é o título de O Globo. "Brasil já é grau para investimento" está na capa do Estado de S. Paulo. É que a Standard&Poor's, agência americana que classifica o grau de risco de um país e a sua capacidade para fazer face aos compromissos, elevou o rating para "grau de investimento".

A nova classificação significa que o Brasil está em condições de atrair mais investimento estrangeiro, nomeadamente de fundos de pensões, segundo as contas do Estadão. E esta classificação, como diz o Wall Street Journal americano, é também o reconhecimento de S. Paulo como a grande praça financeira da América Latina. O Presidente Lula diz, na capa da Folha, que esta classificação "torna o país sério" e demonstra que "se vive um momento mágico". De facto, todos os indicadores do Brasil estão positivos (PIB cresceu 5,4% em 2007), mesmo que as capas dos jornais também revelem o aumento de 10 por cento que a Petrobrás conseguiu arrancar para a gasolina nas refinarias. Mas o Governo já disse que vai baixar os impostos sobre o combustível para manter os preços mais razoáveis.

Sérgio Malbergier, editor de Economia da Folha, escreve: "Melhor do que receber o grau de investimento, foi recebê-lo em meio a uma crise financeira internacional que em outros tempos teria devastado a economia brasileira. Melhor ainda foi obtê-lo com nosso primeiro Presidente, vá lá, de esquerda, o que em nossos vizinhos sul-americanos trouxe devastação. Lula é muito melhor do que eles, pois, se é tolerante com a nefasta prática política brasileira que o forjou Presidente, enxergou o óbvio na economia: o imperativo de jogar dentro das regras do mercado, não desafiá-lo primariamente como seus contemporâneos esquerdistas, os Chávez, Kirchners e Morales." |

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