Lituânia pede reforço do flanco leste da NATO face à presença de Prigozhin na Bielorrússia

"Não estou a falar apenas da Lituânia, mas sem dúvida de toda a NATO", disse Gitanas Nauseda.
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O presidente da Lituânia alertou no domingo que, se a Bielorrússia receber o chefe do grupo mercenário de Wagner, Yevgeny Prigozhin, a NATO precisará de fortalecer o seu flanco leste.

O chefe de Estado, cujo país báltico é vizinho da Bielorrússia e da Rússia e sediará a cimeira da NATO no próximo mês, falou após uma reunião do conselho de segurança do estado para discutir a revolta abortada do grupo Wagner contra o Kremlin.

Depois de Prigozhin ter cancelado o avanço das suas tropas no sábado, Moscovo disse que o chefe de Wagner deixaria a Rússia para a Bielorrússia e não enfrentaria acusações.

"Se Prigozhin ou parte do grupo Wagner acabar na Bielorrússia com planos e intenções pouco claros, isso significará apenas que precisamos de fortalecer ainda mais a segurança das nossas fronteiras orientais", disse o presidente lituano, Gitanas Nauseda.

"Não estou a falar apenas da Lituânia, mas sem dúvida de toda a NATO", disse.

Nauseda acrescentou que a Lituânia dedicará mais recursos de inteligência para avaliar os "aspetos políticos e de segurança da Bielorrússia".

A Lituânia sediará a cimeira da NATO no próximo mês, e Nauseda disse que o plano geral de segurança para a reunião não requer mudanças após os desenvolvimentos na Rússia.

O líder lituano disse acreditar que o presidente russo, Vladimir Putin, pode enfrentar desafios ainda maiores no futuro, acrescentando: "O rei está nu".

A rebelião do grupo Wagner marcou o maior desafio ao longo governo de Putin e a mais séria crise de segurança da Rússia desde que ele chegou ao poder em 1999.

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