Lisboa quer ter edifícios com eficiência energética

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Capital estabelece meta para objectivos de sustentabilidade

Lisboa pode ser uma das cidades com maior "notoriedade internacional e até ser líder mundial no que respeita à sustentabilidade ambiental" e à eficiência energética dos edifícios municipais.

A visão optimista e confiante é de Carlos Brazão, presidente da Cisco Portugal, subsidiária da multinacional das tecnologias de informação que ontem celebrou um protocolo com a autarquia de Lisboa, a EDP e o Ministério da Educação, visando o desenvolvimento de um projecto que tem como objectivo demonstrar que é possível reduzir as emissões de carbono nas cidades mundiais através da introdução de melhorias de eficiência nas infra-estruturas urbanas com a aplicação de tecnologias de informação e comunicação.

Lisboa é uma das cidades europeias que integra o CUD, Connected Urban Development, um projecto lançado por Bill Clinton e pela Cisco.

Além da capital portuguesa, Hamburgo, Madrid e Birmingham integram o novo lote de cidades que vão desenvolver projectos-piloto de sustentabilidade, depois das experiências pioneiras de Amesterdão, Seul e São Francisco, nas áreas dos transportes e mobilidade.

O edifício municipal do Campo Grande, onde trabalham diariamente 1.800 funcionários, será o "cadinho" da experiência que visa torná-lo num espaço eficiente energeticamente. A ideia é fazer passar os bons resultados para outros edifícios público. Na cidade e no país.

Lisboa pretende estar na linha da frente da sustentabilidade, defendeu ontem durante a cerimónia do protocolo o autarca da capital. "Deve ser uma preocupação central", considerou António Costa, lembrando que as cidades além de competitivas e atractivas para pessoas e actividades "têm que ser ambientalmente sustentáveis em matéria de consumo de materiais, água e energia". A autarquia vê assim esta parceria com a Cisco como uma oportunidade para desenvolver a sua própria estratégica energético-ambiental". E ela passa segundo o catedrático do Instituto Superior Técnico, Delgado Domingos, responsável pela Agência Municipal de Energia e Ambiente (Lisboa E-Nova), pela redução de consumo de energia na cidade em 6,4% até 2013. Esse ano será igualmente a meta para reduzir em 6,5% o consumo de energia da própria Câmara de Lisboa, nos seus edifícios e frota. O consumo de água deverá ser também reduzido até 2013 (em 7,8%). E as metas da reciclagem apontam para um aumento de 29,3 por cento dentro de cinco anos. Como as coisas não são para ficar pelo papel, a Lisboa E-Nova e os responsáveis políticos (a maioria autárquica) prometem apresentar em Setembro deste ano o plano de mobilidade do edifício do Campo Grande e um Manual de Boas Práticas para o mesmo imóvel.

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