O ex-governador Manuel Rosales e outros seis opositores venezuelanos foram libertados este sábado, no meio de acusações por parte da oposição de que o presidente Nicolás Maduro não está a cumprir com os compromissos acordado numa mesa de diálogo para ultrapassar a crise no país..Rosales, duas vezes governador do estado petrolífero de Zulia e presidente da câmara da sua capital, Maracaíbo, durante o governo do falecido presidente Hugo Chávez, foi acusado de enriquecimento ilícito e estava em prisão domiciliária. Foi candidato presidencial em 2006, perdendo contra Chávez..[Twitter:815087112844349441]."Informo o povo da Venezuela que fui posto em liberdade junto com outros presos políticos", escreveu Rosales no Twitter. Além do governador, foram libertados cinco jovens detidos após a onda de protestos contra o governo, em 2014, e do jornalista Leocenis García..Rosales foi preso à saída do avião, quando regressava à Venezuela em outubro de 2015, depois de ter vivido exilado desde 2009 no Peru, tendo fugido escapar às acusações de corrupção, que alega serem políticas. Estava há dois meses estava em prisão domiciliária..O mais destacado dos ativistas libertados foi Gerardo Carrero, que liderou um grupo de estudantes que acampou durante semanas junto à delegação da ONU em Caracas para chamar a atenção para uma repressão do governo contra protestos que terá causado dezenas de mortos..Governo e oposição venezuelana começaram a dialogar em outubro, com o apoio do Vaticano e outros observadores, procurando uma saída para a crise económica e política que atravessa o país..A oposição quer que o governo liberte cerca de uma centena de "presos políticos" - o governo nega existir algum e fala sempre de "políticos presos" -, permita uma saída eleitoral para o mandato de Maduro (que só termina em 2019) e abra um canal humanitário que ajude a aliviar os problemas da escassez de alimentos e medicamentos..Mas a Mesa de Unidade Democrática (MUD), coligação que reúne a maioria dos partidos da oposição, diz que Maduro não cumpriu com o acordado nessa mesa de diálogo, não tendo havido avanços em relação a uma solução eleitoral e, por exemplo, o retomar da autonomia da Assembleia Nacional (onde a oposição tem a maioria de dois terços).