Liberais e reformistas

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Durante muito tempo, na Madeira, vivemos um espírito de construção. Construímos a autonomia, os nossos órgãos de governo e estrutura governativa, uma estrutura legal com normativos que nos regem. E depois, ao sétimo dia, sentámo-nos para descansar e nunca mais nos levantámos.

A autonomia estagnou. Parou no tempo. Gastou o que tinha e o que não tinha em coisas úteis e em muitas inúteis. Não conseguiu fugir à monocultura do turismo, que representa, de forma direta e indireta, cerca de 45% do nosso PIB. Falhámos na implementação de um sistema fiscal próprio de fiscalidade reduzida.

Aqui chegados, só podemos concluir que, em quase 50 anos, perdemos a capacidade de nos reinventarmos. Deixámos de ser reformistas. É, por isso, muito importante que voltemos ao caminho das reformas.

Hoje, quem representa esta capacidade reformista são os liberais, é a Iniciativa Liberal. Porque não queremos uma Madeira de salários mínimos, porque temos o direito de desejar para nós o mesmo nível de vida que têm os que nos visitam. Queremos uma saúde que funcione e para todos - verdadeiramente universal. Madeirenses empoderados e com capacidade de decidir o que entendem ser o melhor para si. Uma terra onde a pressão política sobre as pessoas e as empresas seja prontamente condenada. Com incompatibilidades nos que exercem a política. Baixa tributação sobre os rendimentos. Uma política de habitação de licenciamento simples e desburocratizado e com impostos reduzidos.

Somos reformistas na saúde porque defendemos a utilização de toda a capacidade instalada para afrontar o enorme problema das listas de espera, avançando com uma solução que envolva público e o privado.

Somos reformistas na economia porque temos propostas concretas para capacitar as nossas empresas, em especial as PME.

Somos reformistas porque não admitimos que os impostos travem a criação de riqueza, porque sabemos que sem esta não há desenvolvimento.

Temos propostas concretas para combater a corrupção e dar mais transparência à governação. E isto é ser reformista.

Defendemos a educação como o maior e melhor elevador social. Uma educação pela responsabilidade, que seja capacitadora e não uma mera certificação. E isto é ser reformista.

Pensar a autonomia com responsabilidade, entendendo-a como a melhor ferramenta para potenciar a "madeiridade", o ser madeirense, porque somos reformistas. Agarrar de frente o problema dos impostos na habitação, que fazem com que quem constrói a sua casa pague mais de 40% de impostos, porque somos reformistas.

Combater a burocracia tornando a administração mais ágil e eficiente, porque somos reformistas.

Por isso, somos a alternativa. A alternativa ao "estado a que isto chegou", que o único que nos dá é a possibilidade de ficar a olhar para a parede lisa de um beco sem saída.

Estaremos sempre do lado de uma autonomia de maioridade, frontal, de democracia e liberdade. Sem medo. Porque a Madeira merece mais. Os madeirenses merecem melhor.

Cabeça de lista da Iniciativa Liberal (IL) às eleições na Madeira

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