Lagoa acolhe 1.º Salão Imobiliário do Algarve a partir de quinta-feira

O aproveitamento da sua centralidade geográfica no Algarve e a vontade de "potenciar" a construção e o imobiliário na região são objetivos do 1.º Salão Imobiliário do Algarve (SIA), que começa quinta-feira na cidade algarvia, disse a organização.
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O Salão vai prolongar-se até sábado, no Centro de Congressos do Arade, na localidade de Parchal, e quer "assumir uma mudança no conceito da comercialização imobiliária atual", mudando o paradigma para, "mais do que promover o imóvel, promover a região", explicou à agência Lusa um dos responsáveis pela organização.

"O SIA é organizado com o objetivo de potenciar o desenvolvimento do setor económico da construção e do imobiliário. Proporcionando aos diferentes 'stakeolders' nacionais e estrangeiros a oportunidade de apresentarem, diretamente ou por intermédio dos seus agentes gerais, distribuidores, representantes exclusivos ou empresas expressamente autorizadas, os seus produtos e serviços", disse à agência Lusa Miguel Conduto, da organização.

Organizada pela Câmara Municipal de Lagoa, a iniciativa vai também, segundo a mesma fonte, "estimular o progresso, o intercâmbio técnico e tecnológico e promover a concretização de trocas comerciais, contribuindo para o desenvolvimento económico" desse setor no Algarve.

A organização preparou para isso "diversos seminários sobre temáticas atuais e de valor acrescido para a atividade do setor imobiliário e da construção", permitindo essa partilha de experiências com profissionais, investidores e público em geral, completou.

"Com a organização do SIA pretende-se, por um lado, dar a conhecer o Algarve enquanto destino de investimento e promover o debate e a discussão das temáticas do setor imobiliário", afirmou ainda Miguel Conduto.

Lagoa é um concelho que, segundo o responsável da organização do SIA, conta com um investimento do setor imobiliário "já bastante representativo" e que incide, à semelhança do que acontece no Algarve, na "aquisição de segunda residência", na "implantação de empreendimentos turísticos" e, "mais recentemente, na aquisição de terrenos para agricultura".

"Os investimento e novas perspetivas não têm sido devidamente comunicadas, pelo que a realização do salão imobiliário poderá constituir-se como uma importante ferramenta de divulgação dos investimentos realizados e de novas oportunidades", salientou.

O SIA pode também ajudar, através da "captação de investimento", a trazer para a região e para Lagoa "empresários e massa critica" que ajudem à "dinamização do tecido económico do concelho".

"Quando idealizámos o Salão Imobiliário, pretendemos que tivesse uma abrangência regional e que não se confinasse ao concelho de Lagoa. Pretendíamos ainda um evento que desse a conhecer a região e a sua atratividade enquanto destino de investimento. Se formos capazes de divulgar a região com todas as suas potencialidades, estaremos certamente a atrair investimento e consequentemente o negócio imobiliário acontecerá", argumentou.

O salão vai contar com cerca de 40 expositores e os organizadores esperam receber nos três dias 5.000 pessoas, numa região onde o mercado residencial de luxo continua a dominar e os estrangeiros "continuam a ser clientes muito fortes", considerou Miguel Conduto.

Este responsável da organização do SIA realçou que, atualmente, se vive um "ciclo de mercado muito dinâmico ao nível da procura", tanto "para compra como para arrendamento", e anteviu boas perspetivas para investidores que apostem numa "estratégia de investimento" centrada na "construção ou reabilitação para colocação no mercado de arrendamento".

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