Lafarge interessada em aquisições em Portugal

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A Lafarge, maior cimenteira do mundo e segundo accionista da Cimpor, admite fazer aquisições em Portugal, nomeadamente de pequenas empresas. "Estamos atentos às oportunidades do mercado português e poderemos fazer aquisições se essas oportunidades se verificarem", afirmou ao DN Bertrand Collomb, presidente não executivo (chairman) da empresa francesa. Collomb frisou que a cimenteira continua interessada no mercado nacional, "apesar de hoje estar um pouco menos atractivo, pois apresenta um crescimento menor" . Contudo, "Portugal é um país que tem potencial para o desenvolvimento da construção", sustentou, em declarações ao DN à margem da conferência mundial dos empresários cristãos.

O chairman da Lafarge destacou que a empresa investiu recentemente no País, ao comprar os 50% que não lhe pertenciam da Betecna, empresa portuguesa de betão, passando a ter o controlo total. "É uma empresa muito importante para nós." Quanto à participação na Cimpor, Bertrand Collomb disse estar "satisfeito".

A nível global, "2006 vai ser um bom ano. Os mercados estão melhores e os preços estão mais elevados, devido aos custos da energia". Os resultados do primeiro quadrimestre foram já animadores, com a cimenteira a registar um ganho de 28% nas vendas, para os 3,7 mil milhões de euros. A área dos cimentos (o maior negócio da empresa) cresceu 28,4% para os 1,8 mil milhões de euros. As vendas de agregados e o betão subiram 36,3%, atingindo 1,2 mil milhões. Em 2005, a empresa não registou resultados tão bons, tendo fechado o ano com um crescimento de 11% nas vendas e 7% nos lucros. O segmento do cimento aumentou 12%, fixando-se nos 8,3 mil milhões de euros, enquanto as vendas dos agregados e betão avançaram 11% (1,7 mil milhões).

Em relação a futuros projectos, Collomb sublinhou que "nos próximos 20 anos o desenvolvimento da companhia vai passar sobretudo pela China e outros mercados asiáticos, onde estão as maiores oportunidades de crescimento. A China já representa 50% do mercado mundial de cimento", sublinhou Bertrand Collomb.

As vendas em toda a Ásia registaram aumentos nos primeiros quatro meses do ano, com destaque para a China, Índia e Coreia do Sul. Nas Filipinas, a procura está a ser afectada pelo abrandamento do sector da construção, concluiu o responsável da Lafarge. C

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