Jovem de 19 anos despistou-se e morreu a caminho de casa

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Esposende. Sofreu acidente fatal pouco depois de se ter despedido da namorada

O regresso a casa depois de uma saída com a namorada foi trágico para Augusto, um jovem de 19 anos que perdeu a vida depois da viatura que conduzia se ter despistado e embatido violentamente contra uma árvore, na Estrada Nacional 103, em Esposende.

"Era calmo, muito tranquilo mesmo. A família está em choque com o que aconteceu. Nunca se espera que um filho de 19 anos morra na estrada", confessou Manuel Albino, tio da vítima mortal. Tudo aconteceu cerca das 23.30 de sexta-feira, minutos depois de Augusto Costa ter deixado a namorada em casa.

" Tinha saído com a rapariga, como é normal. Mas não era de copos, podia beber uma cervejita mas nada mais do que isso", garante o tio ao DN. Conduzindo o seu Ford Tigra, o jovem regressava sozinho a casa, em Vila Chã, Esposende, quando, por motivos ainda desconhecidos, perdeu o controlo da viatura.

"Despistou-se, e como nestas estradas a única protecção que há são os pinheiros, só parou em cima de um deles", desabafa, revoltado, Manuel Albino, o primeiro a receber a notícia da morte do sobrinho, que ocorreu a menos de cinco quilómetros de casa.

A violência do choque foi tal que, imobilizada na faixa contrária, a viatura ficou praticamente irreconhecível. "Não sei se foi isso que aconteceu, mas o certo é que a estrada convida à velocidade, mesmo sem ter nenhuma segurança. Mas ele também pode ter ficado encandeado com alguma luz ou ter-se assustado com qualquer coisa que lhe apareceu à frente", explicou ainda o familiar.

O acidente ocorreu na chamada "recta dos Feitos", que liga os concelhos de Barcelos e Esposende, um local marcado quase todos os meses por acidentes com vítimas mortais. Trata-se de uma via (EN103) sem protecções laterais ou escapatórias, ladeada por portentosas árvores que se apresentam como verdadeiros muros intransponíveis em caso de embate.

Segundo fonte dos bombeiros de Barcelos, que acorreram ao sinistro, o jovem terá tido morte praticamente imediata. "O carro abraçou literalmente a árvore e ficou desfeito. De início até pensamos que havia mais do que um ocupante, porque o banco do jovem ficou no lugar do passageiro, dada a violência do choque", explicou ao DN uma fonte do comando dos voluntários, que mobilizaram mais de uma dezena de bombeiros.

Uma equipa do INEM também prestou auxílio ao jovem, trabalhador da construção civil, mas sem sucesso. Dada a amálgama de chapa em que o carro ficou transformado, só após duas horas de trabalho se conseguiu concluir as operações de remoção do cadáver, que foi submetido a autópsia. O funeral deverá realizar-se amanhã.|

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