Jornalistas gregos na ilha de Lesbos cumprem greve contra a xenofobia

Os jornalistas de serviço na ilha grega de Lesbos onde estão instalados mais de 10 mil refugiados estão em greve em protesto contra atos de xenofobia e violência da extrema direita.
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A greve de 24 horas decorre na mesma altura em que vai ser julgado por difamação e injúrias um homem que ameaçou um jornalista nas redes sociais.

Segundo a France Presse, o jornalista foi "confundido" pelos autores das injúrias que o identificaram como um refugiado responsável por um ataque contra uma criança de nove anos.

A representação local do sindicato dos jornalistas refere que os processos de injúrias por grupos de extrema-direita contra jornalistas são recorrentes sobretudo desde 2017.

No apelo à greve o sindicato indica que "aqueles que exercem atividades jornalísticas na ilha de Lesbos são confrontados por ameaças constantes dos extremistas que pretendem impor autocensura" ao trabalho dos profissionais.

Em Lesbos, onde estão concentrados cerca de 10 mil refugiados, vivem 90 mil habitantes sendo que se têm multiplicado os atos de xenofobia contra os estrangeiros que pedem asilo à Grécia evitando ser enviados para a Turquia.

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