O Presidente dos Estados Unidos defendeu esta terça-feira que é importante que a Aliança Atlântica "continue unida", quando para o Presidente russo, Vladimir Putin, uma vitória seria "quebrar a NATO".."Acho que o Presidente Putin pensa que a maneira de vencer é quebrar a NATO", disse Joe Biden, quando chegou à LITEXPO, em Vílnius, na Lituânia, para participar na Cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO)..Ladeado pelo secretário-geral da organização, o Presidente dos Estados Unidos da América apelou para que a "NATO continue unida", congratulando-se por Jens Stoltenberg vai continuar em funções, até outubro de 2024.."Ninguém conhece a situação em que estamos melhor do que você", referiu, cumprimentando o secretário-geral da Aliança Atlântica..Já o secretário-geral da NATO afirmou que o acordo alcançado entre Estocolmo e Ancara para a adesão da Suécia à Aliança Atlântica faz da cimeira de Vílnius um momento "histórico". Stoltenberg defendeu que a "segurança da NATO" é fortalecida com o acordo..Jens Stoltenberg realçou ainda que o resultado das eleições presidenciais norte-americanas de 2024 não mudará a posição consensual entre os Estados-membros sobre a necessidade de a Ucrânia vencer a guerra contra o invasor russo..Quase no arranque dos trabalhos da Cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg foi questionado sobre que garantias de segurança pode ter a Ucrânia se nas próximas presidenciais nos Estados Unidos for eleito um candidato que não apoie Kiev, como acontece com o atual Presidente, Joe Biden..O secretário-geral da Aliança Atlântica respondeu que todos os Estados-membros estão cientes das prioridades.."Todos concordamos que a tarefa mais eminente agora é fazer com que a Ucrânia prevaleça nesta guerra e a coisa mais importante que têm de fazer agora é continuar a apoiá-la", advogou..A linguagem que vai constar no documento que sairá desta cimeira ainda não está fechada, mas Jens Stoltenberg não se comprometeu com a palavra "convite" em relação a uma possível adesão da Ucrânia à NATO..Stoltenberg frisou que os 31 países que integram a NATO vão enviar "uma mensagem clara e positiva" de que vão apoiar a Ucrânia enquanto houver necessidade e "do caminho em direção" à adesão do país que foi invadido pela Rússia em fevereiro do ano passado..Mais importante do que calendários e convites, o secretário-geral da NATO insistiu no "apoio mais prático", como o plano multianual e a interoperabilidade entre as Forças Armadas da Ucrânia e as da Aliança: "Vamos aproximá-la da NATO e fortalecer os laços políticos através do Conselho NATO-Ucrânia.".A cimeira da NATO, que começou hoje na Lituânia, está centrada no apoio à Ucrânia contra a invasão russa e na adesão da Suécia à Aliança Atlântica, bem como no reforço dos meios militares dos aliados contra futuras ameaças..O reforço das capacidades de dissuasão e defesa da Aliança é um dos principais temas da cimeira, que junta os 31 atuais membros para analisar uma revisão do modelo de organização militar e novos planos regionais - um plano cuja relevância foi fortalecida pela invasão russa da Ucrânia iniciada em fevereiro do ano passado..A cimeira servirá para discutir ainda o reforço do investimento dos aliados, para dar resposta a este plano, bem como para suprir as necessidades da Ucrânia no seu esforço de guerra.