Imagens dos danos põem em causa potência de "Mãe de todas as bombas"

Primeiras imagens do local atingido mostram que túneis do Estado Islâmico não terão sido destruídos
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Foram divulgadas imagens que mostram os danos provocados pela "mãe de todas as bombas" disparada pelos Estados Unidos contra a província de Nangarhar, no Paquistão, a 13 de abril. O alvo dos norte-americanos eram as cavernas e túneis usados pelo grupo Estado Islâmico e foi a primeira vez que este engenho explosivo foi utilizado.

A bomba GBU-43 Massive Ordnance Air Blast - cujo sigla MOAB lhe valeu a alcunha "Mother of All Bombs" (mãe de todas as bombas, em português) - pesa 9,5 toneladas, das quais 8,4 são explosivos, e consegue uma explosão com um diâmetro de 1,4 quilómetros.

As fotografias agora reveladas põem, no entanto, em causa a verdadeira capacidade destruidora da bomba. Isto porque, como o fotógrafo da Reuters explica nas legendas das imagens, apesar de se notarem árvores queimadas e casas danificadas no local atingido, a algumas dezenas de metros veem-se árvores intactas e ainda com folhas.

Este facto "desmente as expectativas iniciais de que a explosão tenha provocado uma onda de destruição de até 1,6 quilómetros", escreve o fotógrafo Parwiz.

Além disso, algumas imagens mostram que os túneis e cavernas usados pelo Estado Islâmico não foram destruídos pela bomba. As forças afegãs especiais inspecionaram estes locais.

Segundo as autoridades afegãs, pelo menos 90 combatentes ou apoiantes do Estado Islâmico terão morrido no ataque norte-americano mas, como refere o fotógrafo, este número não foi confirmado por qualquer outra autoridade.

"Na sequência do bombardeamento, esconderijos estratégicos do Daesh (sigla em árabe para Estado Islâmico) e uma rede de túneis foram destruídos, e 36 combatentes do Estado Islâmico mortos", disse o Ministério da Defesa afegão em comunicado pouco depois do bombardeamento.

O Pentágono já tinha divulgado as imagens do lançamento daquela que é a bomba não-nuclear mais potente.

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Esta bomba não nuclear é considerada a segunda mais poderosa, só ultrapassada pelo artefacto explosivo russo FOAB, conhecido como "o pai de todas as bombas".

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