IL escolhe hoje novo líder. Candidatos preparam últimos trunfos

À entrada para o último dia de trabalhos da a VII Convenção Nacional da Iniciativa Liberal, Rui Rocha foi recebido com abraço de Cotrim e desvalorizou tensão, Carla Castro disse confiar num partido unido e revelou que vai manter-se no parlamento.
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A Iniciativa Liberal escolhe este domingo o novo líder para suceder a João Cotrim Figueiredo, naquela que é a primeira convenção eletiva da história do partido fundado em 2017. Rui Rocha e Carla Castro, ambos deputados e membros da direção cessante, e o conselheiro nacional José Cardoso disputam a presidência da Comissão Executiva.

Este domingo, José Cardoso foi o primeiro a chegar, ainda antes das 9.00 horas, ao Centro de Congressos de Lisboa, sendo que mais tarde chegou Rui Rocha, que foi recebido na VII Convenção Nacional com um forte abraço do atual presidente João Cotrim Figueiredo e desvalorizou as críticas trocadas entre liberais, nomeadamente com Carla Castro.

Questionado sobre as críticas trocadas entre membros e candidatos no primeiro dia de convenção, nomeadamente entre si e Carla Castro, Rui Rocha desvalorizou, dizendo que a reunião magna passa a imagem de "um partido muito forte com capacidade de falar ao país".

"É óbvio que há sempre momentos de discussão mais acalorada, isso faz parte do processo político, estaremos seguramente mais fortes a partir de segunda-feira, e conto com todos liberais, incluindo comigo, em qualquer cenário, para transformarmos o país", assegurou.

O candidato foi confrontado por diversas vezes pelos jornalistas com alguns momentos mais acesos do primeiro dia, mas desvalorizou sempre: "Percebo que se queira concentrar nas críticas e momentos mais quentes, mas o meu objetivo como candidato à presidência do partido é dizer a todos os liberais, e também ao país, que podem contar com a IL e que a trajetória de crescimento continuará".

"Não há fraturas irreparáveis, eu vou repetir, a minha visão e compromisso com os membros da IL, mas também com o país, é um partido forte e unido onde todos os que quiserem contribuir para este projeto terão o seu lugar", afirmou.

Questionado sobre se segunda-feira o partido esquece a troca de críticas e eventuais feridas, Rocha disse não ser "médico ou enfermeiro".

Quanto à relação com Carla Castro, Rui Rocha garantiu que continuará "a mesma de sempre" ou seja, "uma relação cordial, uma relação de trabalho", mostrando-se convicto que a deputada sente o mesmo e que estarão unidos no dia seguinte à volta de um objetivo comum "que é a IL continuar a afirmar-se".

Sobre um eventual discurso escrito, Rui Rocha respondeu que traz um "na cabeça".

"Na minha cabeça trago porque sou uma pessoa minimamente previdente, mas isso não significa que o resultado não possa ser qualquer um, o que é importante é que os membros decidam, o meu discurso logo se vê se for o caso", rematou.

Carla Castro disse confiar que o partido vai estar unido depois das eleições e assegurou que se manterá no parlamento "seja qual for a direção" vencedora.

À entrada para o segundo e último dia de trabalhos, foi questionada se já trazia um discurso escrito em caso de vitória. "Sobretudo no coração", disse, apenas.

Já sobre as críticas do presidente cessante, João Cotrim Figueiredo, que a acusou de "falta de hombridade", Carla Castro disse que, "discordando" dessas palavras, hoje prefere concentrar-se no projeto de futuro da IL.

"Os membros liberais têm de escolher o projeto em que mais se reveem", disse, admitindo que no sábado "ouviu a sala" a aplaudi-la, mas hoje será tempo de ouvir os membros, que votarão eletronicamente nos órgãos nacionais.

Carla Castro afirmou que, como integrante da comissão executiva cessante, não só é responsável como tem "orgulho no sucesso da IL".

"O que estamos a propor é continuar tudo o que coreu bem e uma alternativa para a gestão interna do partido diferente", disse.

À entrada para o Centro de Congressos de Lisboa, por volta das 09:00, a candidata preferiu concentrar-se numa mensagem de união, desvalorizando o tom por vezes crispado em que decorreram as intervenções no sábado.

"Estava à espera de ver o que vi, uma energia liberal pronta para ser uma alternativa a Portugal", disse.

À pergunta se se manterá como deputada se não ganhar, a candidata assegurou que prosseguirá o trabalho parlamentar do dia-a-dia "seja qual for" a direção.

"Amanhã o objetivo é estarmos todos unidos a combater o socialismo", disse.

A VII Convenção da Iniciativa Liberal termina hoje no Centro de Congressos de Lisboa, e os cerca de 2.300 membros do partido inscritos na reunião magna vão eleger o sucessor de João Cotrim Figueiredo na liderança do partido, que nas últimas legislativas passou de um para oito deputados.

Na primeira convenção eletiva da história da IL (fundada em 2017), disputam a presidência da Comissão Executiva Rui Rocha e Carla Castro, ambos deputados e membros da direção cessante, e o conselheiro nacional José Cardoso.

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