Hospital da Misericórdia de Serpa alarga área de abrangência de utentes do SNS

Os serviços públicos de saúde dos distritos de Beja, Évora e Faro vão poder enviar utentes para receberem cuidados, como consultas e cirurgias, no hospital de Serpa, gerido pela misericórdia, o que permitirá reduzir listas de espera.
Publicado a
Atualizado a

O envio dos doentes está previsto numa adenda, assinada hoje entre quatro instituições, ao acordo de cooperação para prestação de cuidados no Hospital de São Paulo, em Serpa, distrito de Beja, celebrado em novembro de 2014 e que permitiu passar a gestão da unidade da esfera pública, a cargo da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), integrada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), para a do setor social, feita pela Santa Casa da Misericórdia de Serpa (SCMS).

A adenda, assinada entre as administrações regionais de saúde (ARS) do Alentejo e do Algarve, a ULSBA e a SCMS, pretende "dinamizar mais a atividade" e "alargar" aos utentes dos hospitais e centros de saúde das três regiões a área de abrangência do Hospital de São Paulo, que "continua a ser uma reposta do SNS, mas é gerido pela SCMS", desde 01 de janeiro de 2015, explicou à agência Lusa a secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos.

Segundo a governante, que falava após a assinatura da adenda, que decorreu em Serpa, os hospitais e centros de saúde das três regiões, "sempre que não tenham capacidade de resposta", vão poder enviar utentes para receberem cuidados no Hospital de São Paulo em vários serviços e especialidades indicados na adenda.

Em causa estão os serviços de consultas externas, cirurgias em regimes de ambulatório e internamento, meios complementares de diagnóstico e terapêutica e atendimentos de urgência, e as especialidades de cardiologia, otorrinolaringologia, dermatologia, oftalmologia, ortopedia, urologia e radiologia, algumas das quais, atualmente, "estão com tempos de espera acima daquilo que é o razoável" nas três regiões.

Nos serviços e nas especialidades abrangidos pela adenda e em que "têm dificuldades em dar resposta e tempos de espera acima do razoável", os hospitais e centros de saúde das três regiões, "em complementaridade" com o Hospital de São Paulo, vão poder "responder mais rápido aos utentes", sublinhou.

Desta forma, vai ser possível "dar uma resposta mais próxima e mais rápida" aos utentes dos hospitais e centros de saúde das três regiões "de acordo com as necessidades", disse, frisando que "a adenda não engloba todas as especialidades", mas apenas "aquelas em que há necessidades específicas".

Por outro lado, frisou a secretária de Estado, a adenda vai permitir "reduzir as listas de espera" para consultas externas e cirurgias em algumas especialidades nos hospitais públicos do Baixo Alentejo (distrito de Beja), do Alentejo Central (distrito de Évora) e do Algarve.

O envio para o Hospital de São Paulo só será feito se os utentes quiserem e "apenas para responder a necessidades efetivas", frisou, referindo, a título de exemplo, que "a ULSBA não vai precisar de recorrer ao Hospital de São Paulo para dar resposta na especialidade de oftalmologia, porque tem capacidade instalada para responder aos seus utentes".

Segundo a ARS do Alentejo, as consultas externas e as cirurgias em regime de ambulatório realizadas no Hospital de São Paulo vão abranger as especialidades de cardiologia, dermatologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia e urologia.

As cirurgias em regime de internamento vão abranger as especialidades de ortopedia, otorrinolaringologia e urologia e os meios complementares de diagnóstico e terapêutica as de cardiologia, otorrinolaringologia e radiologia.

Já os atendimentos de urgência vão ser realizados no Serviço de Urgência Avançado do Hospital de São Paulo.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt