De acordo com a mesma fonte, entre os relatórios que estão em elaboração está o da autópsia ao cadáver de Francisco Esperança, o homicida confesso da família, que "ainda não foi remetido ao processo"..O cadáver do triplo homicida foi reclamado por uma pessoa das suas relações, tendo o funeral sido realizado para um cemitério da zona de Lisboa no dia 06 deste mês, onde foi sepultado numa campa em terra, apurou hoje a Lusa junto de várias fontes..O corpo, que se encontrava nas instalações do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), em Lisboa, foi reclamado por uma pessoa das relações próximas de Francisco Esperança, que solicitou sigilo sobre o funeral, disse à Lusa fonte do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML)..O homem, suspeito de ter assassinado à catanada a mulher, a neta e a filha e de ter mantido os corpos em casa durante uma semana, suicidou-se no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL)..O corpo de Francisco Esperança foi encontrado dia 17 de fevereiro na cela do EPL, para onde tinha sido transferido na tarde do dia anterior, por alegada falta de condições de segurança na cadeia de Beja..A autópsia ao cadáver, realizada no dia 20 de fevereiro, confirmou a morte por asfixia na sequência de enforcamento na cela. .De acordo com fonte do INML, a morte deveu-se a asfixia mecânica por o homem se ter enforcado com os lençóis da sua cela..O inquérito instaurado na altura no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa na sequência da morte de Francisco Esperança foi arquivado, por despacho de 23 de fevereiro..Fonte da PGR explicou hoje à Lusa que o inquérito foi arquivado porque, "dos dados colhidos, resultou tratar-se de ato voluntário do próprio, excluindo claramente a intervenção de terceiros"..Por seu turno, o inquérito aberto pela Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) para apurar o que aconteceu na cela do homicida "continua a decorrer", mas as conclusões estão previstas para "muito em breve", adiantou hoje à Lusa o diretor-geral, Rui Sá Gomes..Francisco Esperança, um antigo bancário de Beja, de 59 anos, já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque no banco onde trabalhou..Na casa da família, na rua de Moçambique, em Beja, as autoridades encontraram os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha, de 28, e da neta, de quatro..Na altura dos factos, o homem alegou ao Ministério Público de Beja que tinha cometido os crimes por a família atravessar problemas financeiros e ter dívidas à banca..O homicida confesso referiu que o banco lhe terá transmitido que iria colocar em hasta pública os seus bens..As vítimas foram degoladas com "golpes profundos" na zona do pescoço, efetuados com uma catana, mas a cabeça não ficou separada do restante corpo.