Conhecemos o chileno Pablo Larraín sobretudo através da sua magnífica trilogia - Tony Manero (2008), Post Mortem (2010) e Não (2012) - sobre os tempos da ditadura de Augusto Pinochet..Poderíamos supor que a abordagem da figura de Jacqueline Kennedy seria um risco incomportável para o seu sistema temático e narrativo..[youtube:g9pW3B8Ycc4].Simplificando, digamos apenas que, ao fazer Jackie, ele consegue uma das obras maiores do ano de 2016, para mais situando a personagem central, interpretada pela brilhante Natalie Portman (nomeada para o Óscar de melhor atriz), num contexto tão complexo como os dias que se seguiram ao assassinato do Presidente Kennedy..Através de uma montagem de invulgar agilidade, Larraín dá-nos a ver a história e a produção da história - ou como a verdade dos factos coexiste sempre com a sensualidade da mitologia..Classificação:***** excecional