Para além de ter estúdios no Brasil e em Portugal, o jogador é baterista na banda 'H1' e pretende atuar no futuro como cantor. .A música entrou definitivamente na vida do jogador graças a um pedido inusitado de um operário que trabalhava na recuperação do estádio São Januário, no Rio de Janeiro.."Foi no Vasco [que tudo começou]. Eu morava na concentração e o estádio estava em obras. Um rapaz que trabalhava lá pediu para trocar uma camisa minha por um pandeiro. A partir dali passei a me interessar mais pela música", revelou o futebolista ao jornal brasileiro 'Globosporte'.."Na verdade eu não sei tocar nada, vou metendo a cara. O pessoal tinha a banda e dizia-me que só faltava o baterista, para eu ir e tocar. É igual ao futebol, falta sempre o guarda-redes e dizem: Vai lá, é você!", brincou o portista..A prioridade, ainda assim, são os relvados. Pelo menos até pendurar as luvas. "A própria banda sabe que minha prioridade é meu trabalho profissional. Mas tenho um amigo, o Pedrinho do Recife, que ajuda e assume quando temos um show próximo da data de um jogo importante", explica..Pinto da Costa, que está à frente do FC Porto desde 1982, brincou com a atuação do guarda-redes fora das quatro linhas.."Ele já conhecia essa minha façanha. Sempre carreguei cavaquinho e violão na concentração, mas ele brincava dizendo que nunca ouvia o som. Eu sempre fui discreto, tocava no meu quarto. Após o 'show' ele disse que ficou surpreso por me ver na bateria e disse que só faltou colocar as luvas", lembrou o artista Hélton..Hulk é um dos fãs mais fervorosos de Hélton e já declarou que o amigo "é tão bom na bateria quanto na baliza". O ex-jogador do Vasco, no entanto, prefere manter a humildade.."Ele diz isso porque é meu amigo", divertiu-se..Quando terminar a carreira, o foco será voltado completamente para a música. "Tenho pensado bastante nisso. Tenho dois sócios, estamos conversando, investindo, mas não é fácil", ponderou.