Guerra na TVI segue dentro de momentos

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Os sinais estão lá todos e só não vê quem não quer. Os episódios a que temos assistido na TVI, desde a saída de José Eduardo Moniz ao cancelamento do Jornal Nacional de 6.ª, configuram o desmoronamento de um projecto tal como o conhecemos.

É claro que a estação líder em Portugal continua a ter os mesmos (bons) profissionais; é certo que a indústria da ficção portuguesa criada pela Plural continua a apresentar resultados. Mas não vale a pena iludirmos o óbvio: nem Moniz era só mais uma peça na engrenagem nem o silenciamento de Manuela Moura Guedes significa apenas a saída de cena de uma pivô.

Moniz era o estratega, o pensador, o homem que sabe de televisão como mais nenhum outro. Sem o director-geral, a estação pode ter quem assegure a gestão corrente, mas perdeu o homem que vê mais à frente. Já Moura Guedes era o rosto de uma forma de fazer informação. Ao justificar o fim abrupto do telediário das sextas com a necessidade de uniformizar a informação do canal, a administração mostra que a quer nivelar. Ou seja, que a quer tornar igual em todos os dias da semana. Dito de outra forma, quer uma informação que informe, mas que não crie ondas.

Acresce que sem Moniz no barco, e passados estes primeiros dias de comoção pública em redor de Manuela, não faltará muito para se começarem a soltar os primeiros "ratos" do porão. A guerra pelo poder na TVI segue dentro de momentos...

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