Governo reforça ligação entre redes de emergência e segurança civis e de comunicação militar

Grupo de trabalho com elementos do SIRESP, Defesa, MAI, Gabinete de Segurança, Centro de Cibersegurança, Proteção Civil, Forças Armadas, GNR e PSP vai permitir reforço que se pretendia há anos.
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O governo anunciou hoje que vai reforçar a interoperabilidade entre as redes de comunicações de emergência e segurança civis e as redes de comunicações militares do Estado. O objetivo, de acordo com a nota publicada no site do executivo, é "reforçar a resiliência e a disponibilidade da rede SIRESP promovendo a cooperação operacional e o trabalho em rede, a par da atuação conjunta de todas as entidades interligadas nesse sistema".

Dá-se assim um importante passo rumo a um fim que era perseguido há vários anos, sendo para o efeito constituída uma equipa de trabalho entre os organismos públicos com competências nas áreas das operações de emergência e segurança e das comunicações críticas, assegurada em despacho conjunto dos ministros da Defesa Nacional, Helena Carreiras, e da Administração Interna, José Luís Carneiro, bem como pelo Secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa, Mário Campolargo.

A liderar essa equipa estará, de acordo com o comunicado do governo, o presidente da empresa SIRESP, S. A., brigadeiro-general Paulo Viegas Nunes, que conta com os contributos de representantes das secretarias-gerais da Defesa e do MAI, do Gabinete Nacional de Segurança, do Centro Nacional de Cibersegurança, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do Estado-Maior-General das Forças Armadas, da GNR e da PSP.

À equipa de trabalho cabe, em primeiro lugar, desenvolver e apresentar, "no prazo de 10 dias, um conceito de operações para reforço da resiliência e disponibilidade da operação ininterrupta e redundante da rede SIRESP". Estão ainda entre as suas tarefas a de garantir a interoperabilidade e o funcionamento "integrado, seguro e resiliente das várias redes e sistemas interligados, salvaguardando a sua especificidade técnica e requisitos funcionais"; "explorar sinergias e cooperação interinstitucional em matéria de utilização de redes, sistemas e meios no contexto da Proteção Civil, da Segurança e da Defesa"; e "analisar a possibilidade de transferir recursos e meios do SIRESP, atualmente instalados em propriedade privada, para infraestruturas do Estado e garantindo os requisitos de segurança necessários".

Complementando o concurso lançado em junho para a operação e manutenção do SIRESP, a missão confiada à equipa de trabalho permitirá "incrementar a disponibilidade, segurança e resiliência da operação da Rede SIRESP", acredita o governo.

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