Na terceira tirada, o campeão olímpico de Omnium voltou a ser o mais forte na chegada, impondo-se ao compatriota Sacha Modolo (Cannondale) e ao irlandês Sam Bennett (Bora hansgrohe) no final dos derradeiros 229 quilómetros do Giro disputados em Israel, desde Be'er Sheva, em 05:02.09 horas, à média de 45,3 quilómetros/hora.."A reta final era boa para mim. Venci e não quero iniciar qualquer polémica. Bennett moveu-se, fez um movimento estranho e entrámos em contacto, mas pude evitar maiores problemas", alertou Viviani..Gonçalves foi o 10.º a cruzar a meta, com o mesmo tempo, e com isso subiu um posto para terceiro da geral, a 13 segundos de Dennis, que tem apenas um de vantagem para o holandês Tom Dumoulin (Sunweb), vencedor da 'corsa rosa' em 2017..O português ultrapassou o belga Victor Campenaerts (Lotto) no terceiro lugar, que saiu do 'top10' depois de ajudar Dennis a chegar e manter a camisola rosa..O britânico Chris Froome (Sky), que procura ser o terceiro ciclista da história a vencer consecutivamente as três 'grandes', após as vitórias no Tour e na Vuelta, subiu um lugar para 19.º, a 38 segundos.."Tivemos de lutar muito até ao fim. Os meus companheiros fizeram um grande trabalho para me manter na frente. Agora espero descansar e começar na Sicília a recuperação esperada", disse o britânico..Apenas dois ciclistas conseguiram ganhar as três provas de forma consecutiva: Merckx venceu o Giro de 1972, o Tour de 1972, a Vuelta de 1973 e o Giro, de novo, em 1973, antes de Hinault vencer em Itália e França, em 1982, antes de triunfar em Espanha, em 1983..O líder Rohan Dennis manifestou-se satisfeito por continuar no comando e revelou a determinação em "continuar de rosa o maior tempo possível"..O pelotão vai cumprir na segunda-feira o primeiro dia de descanso, após três etapas em Israel, e vai ser retomado na terça-feira, na Sicília, com a etapa entre Catânia e Caltagirone, numa viagem de 191 quilómetros.