General que abriu prisão de Guantánamo defende fecho

O general que abriu o campo prisional norte-americano na Baía de Guantánamo, em Cuba, quando chegaram os primeiros prisioneiros, em 2002, defendeu hoje que deve ser encerrado.
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"Acredito que é tempo de fechar Guantánamo", disse o major general na reforma Michael Lehnert, num artigo publicado no diário Detroit Free Press, acrescentando que a prisão "nunca devia ter aberto".

O artigo surge quando legisladores norte-americanos preparam um acordo que facilita as restrições em enviar presos de Guantánano para casa ou para países terceiros, mas trava a sua transferência para os Estados Unidos.

Mas Lehnert, o primeiro comandante do centro de detenção norte-americano, disse que o compromisso de acordo entre democratas e republicanos "mantém uma imprudente e desnecessária proibição de transferência de presos para os Estados Unidos".

Acrescentou que foi incumbido de "construir as cem primeiras celas de Guantánamo em 96 horas" e que o primeiro grupo de 20 prisioneiros chegou sete dias depois da ordem recebida.

Quando o Presidente dos EUA, Barack Obama tomou posse há cerca de cinco anos, o encerramento do centro de detenção era uma das primeiras promessas.

Porém, atualmente 162 homens permanecem encarcerados na prisão, entre os 779 que lá passaram.

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