Num esforço para manter uma aparência de normalidade (se alguma normalidade se pode manter no meio da tragédia), os pais de Madeleine McCann , desaparecida há 18 dias no Algarve, desvendaram agora pela primeira vez um pouco do seu dia-a--dia no Algarve..As fotos divulgadas pelas agências internacionais mostram Kate e Gerry McCann com os gémeos Amelie e Sean, num final de manhã dos últimos dias, no apartamento que ocupam no Algarve, e que fica no aldeamento The Ocean Club. As duas crianças "ainda julgam que estão em férias", nas palavras dos pais. Nas fotos divulgadas vêem-se jogos infantis, como um livro do Noddy e comboios de brincar; e vê-se uma refeição tipicamente britânica, com ovos mexidos, feijões, tomate e pão..Entretanto, ficou ontem a saber-se que Gerard McCann voou ontem ao final do dia para Inglaterra (onde não conta ficar mais de 24 horas, de acordo com a imprensa britânica) para ajudar a coordenar a campanha internacional de auxílio que foi lançada para que a sua filha seja encontrada. Uma campanha que tem recebido a ajuda do mundo inteiro - da disponibilidade financeira de multinacionais aos donativos de figuras públicas, que somam mais de quatro milhões de euros..Esta foi a primeira vez que o pai de Madeleine se afastou do resto da família desde que há 18 dias a criança desapareceu do apartamento de férias onde se encontrava, na Praia da Luz, em Lagos, Algarve..Mais inquirições.Depois de um fim-de-semana calmo na Praia da Luz (Lagos) e até com os cães pisteiros da GNR a terem direito a gozar folga, a Polícia Judiciária (PJ) poderá preparar para hoje mais desenvolvimentos sobre o caso..Segundo apurou o DN, os investigadores já terão conseguido seguir a pista do terceiro elemento codificado na denominação escolhida para o site da empresa imobiliária Romigen. Tratar-se-á de mais um cidadão estrangeiro, provavelmente inglês, que poderá vir a ser inquirido, mais cedo ou mais tarde, no Departamento de Investigação Criminal de Portimão da PJ..Como foi referido na edição de ontem do DN, a Polícia Judiciária está a investigar o nome daquela empresa imobiliária de Robert Murat (o único arguido até agora no caso, por suspeita de rapto da menina inglesa, de oito anos) e da sua sócia. As duas primeiras sílabas de Romigen representam Robert Murat (Ro) e Michaela Walzcuch (mi) - já ouvida pela PJ como testemunha no processo sobre a desaparecimento da criança. A última sílaba da palavra (gen), que tudo parece apontar para o nome de um indivíduo britânico, deverá ser a chave do mistério relacionado com aquela imobiliária.