Ganhe dinheiro com a queda das acções

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T al como disse Abraham Maslow: "Se a única ferramenta que tiver for um martelo, tende a ver todos os seus problemas como pregos", também na Bolsa se os únicos instrumentos que um investidor conhece são as acções, existe uma tendência para só conseguir apostar nas subidas.

É por isso essencial que os pequenos investidores saibam quais as ferramentas que podem utilizar, de modo a não ficarem apenas dependentes da valorização das bolsas.

É importante referir que o objectivo deste artigo não é influenciar os leitores a apostarem na queda das acções, mas sim a terem conhecimento de como podem ganhar com a queda das acções, no caso de acreditarem que o mercado se irá desvalorizar.

Normalmente os instrumentos financeiros que permitem ganhar com as quedas têm nomes em inglês que funcionam como aqueles animais que possuem cores vivas para avisar os seus predadores de que podem apanhar uma grande dor de barriga.

Short ou reverse exchange traded funds: Os ETF são fundos de investimento transaccionáveis na Bolsa que apostam na queda de sectores ou de índices e que no seu nome possuem a designação de short ou reverse. Os ETF possuem a grande vantagem de poderem ficar em carteira o tempo que se desejar. Estes são o produto ideal para um pequeno investidor que deseje apostar na queda da Bolsa. Os melhores bancos para transaccionar ETF são o BEST e o BiGonline.

Short selling: Existem algumas instituições financeiras que possibilitam aos seus clientes venderem acções que não têm, podendo realizar lucro caso consigam comprar as acções mais baratas do que venderam. No entanto, é normalmente exigido aos investidores particulares que fechem a posição até ao final do dia. O BiGonline é um exemplo de um banco que oferece isto a todos os seus clientes.

Futuros: A transacção de futuros funciona de uma forma semelhante à das acções, com duas grandes diferenças: a primeira é que se pode vender antes de comprar e a segunda é que normalmente se pode assumir uma posição várias vezes superior ao capital que se possui. Esta alavancagem que os futuros permitem é extremamente perigosa. Os melhores bancos são o BEST e o BigOnline e existem diversas corretoras com excelentes plataformas informáticas, como a Orey iTrade e a GoBulling do Banco Carregosa.

Contract for diference: Os CFD são em tudo semelhantes aos futuros com as únicas diferenças de não serem transaccionados numa bolsa, mas sim contra um market maker, ou seja, a instituição financeira assume a posição oposta à do cliente. Infelizmente, as margens exigidas são ainda menores do que nos futuros pelo que a tentação de alavancar o investimento e colocar o capital mais em risco é ainda maior. Podem ser transaccionados CFD através do BEST, BiGonline, Orey iTrade e GoBulling.

Existem também os warrants, mas que são totalmente desaconselháveis a investidores particulares, dado que são transaccionados contra um market maket que tem total liberdade para fixar os preços que entender, pelo que estes nem sempre evoluem em relação directa com o mercado. Pelo facto de uma das principais variáveis que determina o preço ser a volatilidade futura prevista pelo market maker, pode perfeitamente suceder o mercado cair e um warrant que aposte na queda também se desvalorizar, como consequência de uma queda da volatilidade utilizada para o cálculo da warrant.

O principal perigo de apostar nos vários produtos referidos é a tentação de assumir um risco superior a 100% do capital, que é o que a maioria dos investidores que se inicia nestes produtos quase inevitavelmente faz.

Como é lógico, estes produtos só são apropriados para investidores dispostos a perder capital. É também importante relembrar que, em períodos suficientemente longos, as acções são o activo financeiro que mais se valoriza, pelo que a aposta na queda das acções não faz sentido como estratégia de longo prazo.

Existe o estigma de que apostar na queda das acções é algo antinatural ou antipatriótico, mas na prática o que todos os investidores na Bolsa procuram são mais-valias, pelo que é tão legítimo procurar fazê-las apostando na valorização como na desvalorização das acções.

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